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Espada de bronze de 3.300 anos é achada em lago na Itália e segue afiada

Arqueólogos recuperaram no Lago Mezzano, na Itália, uma espada de bronze de cerca de 3.300 anos que ainda mantém o fio cortante.

Por Roberto Andrade ·
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Repórter Capixaba

Arqueólogos recuperaram no Lago Mezzano, na Itália, uma espada de bronze de cerca de 3.300 anos que ainda conserva o fio cortante. O lago fica dentro da cratera de um antigo vulcão, a cerca de 100 quilômetros a noroeste de Roma, segundo a Superintendência de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem da Província de Viterbo e Etrúria Meridional.

A peça é da Idade do Bronze Final, entre os séculos XIV e XIII a.C., época bem anterior à ascensão dos etruscos e dos romanos. Esta é a terceira espada desse tipo encontrada no lago nos últimos 50 anos.

As escavações recentes também revelaram parte de um povoado submerso. Os pesquisadores identificaram restos de casas sobre palafitas erguidas no que hoje é o lago, além de numerosos vasos intactos, machados, pontas de flecha, punhais, lanças, alfinetes e uma navalha de bronze.

Segundo o órgão, a espada e a navalha foram encontradas próximas uma da outra, o que sugere que os dois objetos podem ter pertencido a uma pessoa de alto status social, como um guerreiro de elite. Outra hipótese é que a deposição de metais na água fizesse parte de um ritual da Idade do Bronze, em que joias e objetos quebrados ou simbolicamente “mortos” eram lançados em corpos d’água.

Essa prática teria continuado por séculos, chegando ao período etrusco, quando poços eram fechados ritualmente com objetos e, em alguns casos, com sacrifícios humanos.

No século XIII a.C., as populações do centro da Itália participavam de redes de comércio que cruzavam o Mediterrâneo. “Nesse contexto, as armas de bronze não eram apenas instrumentos de combate, mas também símbolos de prestígio, identidade e poder”, afirma o comunicado.

Os objetos encontrados no lago já ajudam a entender melhor as comunidades que viveram na Itália pré-histórica, muito antes de romanos e etruscos. Novas pesquisas estão previstas para os próximos anos, segundo a superintendência.

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