Vitória, quarta-feira 28 de outubro de 2026
Ano XXXV
Últimas
Segurança Pública

Caso Banco Master: PF indicia 15 suspeitos e pede mais 60 dias de investigação

A PF indiciou 15 suspeitos no inquérito sobre o Banco Master e o BRB e pediu ao STF mais 60 dias para concluir as apurações.

Por Roberto Andrade ·
Compartilhe:
Caso Banco Master: PF indicia 15 suspeitos e pede mais 60 dias de investigação
Arte: Repórter Capixaba

A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (28), um relatório parcial do principal inquérito do caso Banco Master, que também apura esquemas ligados ao Banco de Brasília (BRB).

No documento, com mais de 700 páginas, os delegados indiciam 15 suspeitos de participação nas condutas ilegais investigadas. Entre os citados estão Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

Segundo a PF, Vorcaro e Paulo Henrique Costa compunham o “núcleo estratégico da organização criminosa” que tentou viabilizar a compra do Banco Master pelo BRB, entre 2024 e 2025.

Os delegados também pediram ao STF um prazo adicional de 60 dias para seguir com as investigações, concluir perícias e apresentar um relatório complementar. O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.

A defesa de Daniel Vorcaro afirma que o indiciamento é precipitado, já que a própria PF pede mais tempo para concluir perícias e ouvir pessoas que ainda não foram ouvidas. Os advogados sustentam que o negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído, que nenhuma perícia oficial apontou prejuízo ao BRB e que a suposta lavagem de dinheiro ainda depende de análises bancária, fiscal e patrimonial. Pedem o arquivamento do inquérito relativo às operações e a revogação da prisão preventiva de Vorcaro.

A defesa de Paulo Henrique Costa disse ter recebido com surpresa o indiciamento por gestão fraudulenta e organização criminosa. Segundo os advogados, mensagens trocadas entre integrantes do grupo mostram que ele não tinha conhecimento das fraudes nas carteiras, e não há apontamento de vantagem financeira em seu nome. Eles lembram que ele está preso preventivamente há mais de 180 dias, sem revisão judicial, e que o pedido de liberdade provisória aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República desde 12 de junho.

A defesa de Augusto Lima rechaça integralmente a conclusão do relatório e afirma que documentos e esclarecimentos apresentados demonstram que ele não participou da fraude. Os advogados dizem que a PF se baseou em mensagens de texto isoladas e lembram que o relatório não é denúncia do Ministério Público nem condenação judicial.

Por ser parcial, o documento não encerra a investigação e não equivale a denúncia. Até uma conclusão definitiva, vale a presunção de inocência para todos os citados, que têm direito à defesa.

Compartilhe:

Leia também