Vitória, quinta-feira 22 de outubro de 2026
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Saúde

Seis em cada dez mulheres acham que o DIU “anda” no útero

Por Repórter Capixaba ·
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Pesquisa com 317 mulheres mostra que o método é conhecido, mas pouco compreendido. Medo de deslocamento e de dor lideram as dúvidas. Dados oficiais mostram que a expulsão é rara e a eficácia passa de 99%.

O DIU é famoso. Mas ainda assusta. Uma pesquisa do Instituto QualiBest ouviu 317 mulheres de 18 a 40 anos. Para 59% delas, o dispositivo pode se deslocar dentro do útero. Outras 40% acham que colocar e tirar o DIU dói. E 26% admitem: não sabem bem como ele funciona.

O levantamento foi feito a pedido da DKT South America, empresa que vende métodos contraceptivos.

O que dizem os números oficiais

O medo do deslocamento é maior que o risco. Segundo a vice-presidente da Comissão de Anticoncepção da Febrasgo, federação que reúne os ginecologistas do país, a expulsão de um DIU bem colocado ocorre em 2% a 5% dos casos. A perfuração do útero acontece em cerca de uma a cada mil inserções.

O Ministério da Saúde calcula a eficácia do DIU acima de 99%. É mais do que a pílula e equivale à laqueadura. O DIU de cobre não tem hormônio, não depende de nenhuma ação da mulher e não causa aborto nem infertilidade.

O receio sobre a fertilidade quase não aparece na pesquisa: só 11% acreditam que o DIU prejudica a capacidade de engravidar.

A dor é uma preocupação real. A inserção pode incomodar, e o médico pode explicar cada etapa antes do procedimento.

“Quando uma mulher chega ao consultório com dúvidas sobre o DIU, é importante entender de onde vêm essas percepções”, diz a ginecologista Larissa Cassiano, da DKT South America.

A força do boca a boca

As histórias contadas por outras mulheres pesam. Entre as entrevistadas que já ouviram relatos sobre o DIU de cobre, 65% escutaram experiências boas e ruins. Outras 26% só ouviram elogios. E 9%, principalmente queixas.

O efeito aparece na hora da escolha. O DIU de cobre é conhecido por 72% das mulheres. Mas só 21% usariam ou voltariam a usar.

“Uma experiência vivida por outra pessoa não deve ser usada como parâmetro único para decidir sobre um método contraceptivo”, afirma Larissa.

De graça no SUS

O DIU de cobre é oferecido de graça nas unidades de saúde do SUS. Pode durar cerca de dez anos. E, depois da retirada, a fertilidade volta.

“O mais importante é que elas conheçam as alternativas, tenham espaço para esclarecer suas dúvidas e possam decidir de maneira consciente”, diz a ginecologista.


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