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Câncer de mama: acompanhamento após o tratamento passa a ser individualizado

Nova diretriz internacional passa a recomendar acompanhamento do câncer de mama conforme o risco de recorrência de cada paciente, com menos exames para casos de menor risco.

Por Roberto Andrade ·
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Câncer de mama: acompanhamento após o tratamento passa a ser individualizado
Imagem ilustrativa. Foto: autor desconhecido / rawpixel (CC0)

A Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) atualizou sua diretriz sobre o acompanhamento de pacientes com câncer de mama após o tratamento primário. A nova versão, publicada em julho de 2026 no Journal of Clinical Oncology, passa a recomendar um modelo mais individualizado, adaptado ao risco de recorrência de cada paciente.

Segundo o oncologista Gustavo Werutsky, do Hospital Moinhos de Vento, que participou do painel internacional responsável pela atualização, o acompanhamento não deve seguir o mesmo modelo para todas as mulheres. Nem todas têm as mesmas características clínicas, riscos ou necessidades.

Entre as principais mudanças está a revisão dos três níveis de vigilância. Pacientes com menor risco podem seguir um acompanhamento menos intensivo, com menos consultas e exames, o que reduz o impacto na rotina e nos custos. Já as pacientes com maior risco devem ter uma vigilância mais próxima e direcionada.

A diretriz também recomenda não usar rotineiramente determinados exames de sangue. Segundo Werutsky, essa prática é comum, mas não tem benefício comprovado e pode gerar ansiedade, aumentar custos e interferir na rotina das pacientes.

Para o especialista, a mudança não significa oferecer menos cuidado, e sim entender quando intensificar a assistência e quando evitar intervenções sem benefício demonstrado. Ele defende que a pesquisa científica se aproxime da prática clínica para que a personalização avance no atendimento.

No Brasil, o câncer de mama atinge mais de 65 mil mulheres por ano. A discussão costuma ganhar força durante o Outubro Rosa, mas o acompanhamento após o tratamento exige atenção ao longo dos anos.

Dúvidas sobre o seguimento após o tratamento devem ser levadas ao oncologista que acompanha a paciente, que pode indicar o modelo de vigilância adequado ao risco de cada caso.

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