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Golpes com inteligência artificial ficam mais convincentes; veja como se proteger

Órgãos britânicos alertam que a IA turbina fraudes com lojas falsas, vozes clonadas e mensagens sem erros; veja como se proteger.

Por Roberto Andrade ·
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Os golpes com inteligência artificial estão cada vez mais sofisticados, e autoridades de defesa do consumidor no Reino Unido alertam que criminosos usam essas ferramentas para ganhar escala e credibilidade. Segundo o National Trading Standards, rede que reúne fiscais de defesa do consumidor, imagens geradas por IA, clonagem de voz e vídeos falsificados, os chamados deepfakes, estão sendo usados para tirar dinheiro de pessoas.

Um dos sinais de alerta são lojas virtuais falsas que se apresentam como empresas familiares vendendo produtos de qualidade fabricados no país. As imagens costumam mostrar ruas comerciais britânicas com bandeiras do Reino Unido, mas quem compra corre o risco de nunca receber o produto ou de receber um item barato, feito em série, geralmente vindo da China, segundo fiscais do setor.

Pela primeira vez, o National Trading Standards publicou uma lista de monitoramento desses golpes, com as principais ferramentas e técnicas usadas por criminosos. Entre elas estão sites clonados ou recém-criados, com aparência profissional, montados em pouco tempo e a baixo custo. Também aparecem os golpes do romance, em que a IA guarda detalhes pessoais da vítima para manter conversas por semanas ou meses, e vídeos deepfake e áudios com voz clonada que imitam familiares ou amigos pedindo dinheiro em uma suposta emergência.

Mensagens de phishing, e-mails e publicações em redes sociais também passaram a ser produzidos com personalização e sem erros, em grande volume. Por isso, dicas antigas, como procurar erros de digitação para identificar fraudes, perderam eficácia. A associação de consumidores Which? afirma que esses sinais não podem mais ser considerados um critério confiável.

Para se proteger, a recomendação é nunca enviar dinheiro, cartões-presente ou informações pessoais e financeiras a alguém que você não conheça pessoalmente. Antes de comprar, vale verificar se o endereço da loja é real e consultar a Firm Checker, ferramenta da Financial Conduct Authority, órgão regulador financeiro britânico, para confirmar se uma empresa está autorizada a dar consultoria financeira. Em caso de vaga de emprego, o ideal é entrar em contato direto com a empresa para checar se a oferta é verdadeira.

Também não é seguro presumir que alguém é legítimo só porque você reconheceu a voz ou viu a pessoa em uma videochamada. Os especialistas orientam a parar e pensar antes de pagar, compartilhar dados ou tomar qualquer providência. Pressa e urgência merecem atenção redobrada, já que o objetivo do golpista é fazer a vítima agir antes de ter tempo de refletir.

No Reino Unido, fraudes podem ser denunciadas ao Report Fraud pelo telefone 0300 1232040, e o Citizens Advice Consumer Helpline atende pelo 0808 223 1133 para orientação ao consumidor. Esses canais são britânicos e não se aplicam diretamente a leitores do Brasil, mas o alerta mostra como a tecnologia vem mudando a forma de aplicar fraudes contra consumidores em todo o mundo.

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