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Pegadas de dinossauros com 65 milhões de anos são encontradas no México

Cerca de 50 pegadas fossilizadas de dinossauros, com aproximadamente 65 milhões de anos, foram achadas em Michoacán, no México.

Por Roberto Andrade · · Atualizado às 17h01
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Repórter Capixaba

Cerca de 50 pegadas de dinossauros fossilizadas foram encontradas em uma área de 40 m² de rocha sedimentar perto da comunidade de San Juan de los Plátanos, no município de Apatzingán, no estado de Michoacán, no México. A descoberta é investigada pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), e as áreas da região vêm sendo estudadas desde o dia 21 de outubro.

O achado começou com relatos de moradores, que descreveram as marcas como pegadas de “animais gigantes”. Segundo os pesquisadores, as marcas têm entre 12 e 48 centímetros de comprimento, e algumas chegam a 30 centímetros de largura.

A variedade de formatos sugere que diferentes tipos de dinossauros passaram pelo local. Acredita-se que os rastros tenham cerca de 65 milhões de anos, do final do Cretáceo Superior, período próximo ao fim da era dos dinossauros não avianos.

Embora o grande número de pegadas dificulte definir com precisão as espécies, os cientistas mapearam dimensões, formato, quantidade de dedos e profundidade. Com base nesses dados e em análises preliminares, eles apontam para animais de três famílias diferentes.

Entre eles estão terópodes carnívoros, associados à família dos tiranossauros. Outras pegadas, com três dedos, foram atribuídas a dinossauros raptores da família Dromaeosauridae, que mediam até dois metros de altura. Um terceiro grupo corresponde aos hadrossauros herbívoros, que podiam chegar a cerca de quatro metros.

Segundo os cientistas, a região era um reduto hídrico na época, com muitos corpos d’água que atraíam os animais. Essa relação entre as pegadas e a água ainda precisa ser confirmada por estudos adicionais, mas pode ampliar o conhecimento sobre o sítio.

A descoberta é a quarta feita no local e se destaca por ter partido de observações dos moradores, e não de levantamentos científicos formais.

Com as escavações em andamento, a expectativa é que novas pegadas sejam identificadas. Enquanto isso, os trabalhos incluem documentação fotogramétrica para criar registros tridimensionais, a produção de moldes e a coleta de amostras da rocha para análises geológicas. Esse material permitirá estudar a área sem depender dos fósseis originais e reconstruir como esses animais se deslocavam e para onde seguiam.

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