Vitória, sábado 31 de outubro de 2026
Ano XXXV
Últimas
Oriente Médio

Mortes em Gaza continuam mesmo após cessar-fogo; ministério contabiliza 1.580 desde outubro de 2025

Novos ataques israelenses deixam ao menos quatro palestinos mortos em Gaza; cessar-fogo de outubro de 2025 segue frágil.

Por Roberto Andrade ·
Compartilhe:
Foto: Internet/Vatican news

Ao menos quatro palestinos morreram neste sábado (31) em novos ataques israelenses na Faixa de Gaza, mesmo com um cessar-fogo que está em vigor há mais de um ano. Segundo informações divulgadas ao longo do dia, as mortes em Gaza voltaram a aumentar em meio a bombardeios em diferentes regiões do território.

Um dos casos confirmados pelo Hospital al-Awda foi o do professor palestino Diaa Abu al-Rous, morto por um bombardeio israelense no campo de refugiados de Nuseirat, na região central de Gaza. A unidade de saúde não detalhou as circunstâncias do ataque.

Outro homem, Arafat al-Arair, morreu após ser gravemente ferido dias antes, quando um veículo foi atingido por um ataque israelense no bairro de Tel al-Hawa, a sudoeste da Cidade de Gaza. A morte foi confirmada por uma fonte médica do Hospital al-Shifa.

Também neste sábado, duas meninas morreram em decorrência de queimaduras sofridas na noite de sexta-feira (30), quando a barraca em que viviam pegou fogo em um acampamento para deslocados em al-Mawasi, em Khan Younis. O Complexo Médico Nasser confirmou as mortes. A causa do incêndio ainda não foi esclarecida.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, pelo menos seis palestinos morreram nas últimas 48 horas. Desde o cessar-fogo de outubro de 2025, o total de mortos chegou a 1.580, e outras 5.711 pessoas ficaram feridas. No relatório estatístico diário divulgado neste sábado, a pasta informou que outras 26 pessoas foram feridas no mesmo período.

O Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos alertou na sexta-feira (30) que as forças israelenses seguem deslocando palestinos à força para áreas cada vez menores do território. Para a entidade, essas ações voltam a levantar preocupações sobre uma possível limpeza étnica. O órgão também afirmou que a infraestrutura civil remanescente em Gaza está sendo destruída.

Segundo o escritório, o Exército israelense trabalha para ampliar seu controle sobre cerca de 70% do território de Gaza, em cumprimento a uma ordem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu emitida em maio. Relatos de moradores que deixaram o leste da cidade de Deir el-Balah indicam que tropas teriam disparado contra civis para empurrá-los para fora da área, com o deslocamento da chamada linha amarela.

As negociações para encerrar de forma permanente o conflito, no âmbito do plano de paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estão paralisadas. As obras de reconstrução ainda não começaram, em meio a disputas entre o Hamas e Israel sobre a implementação do plano. O grupo afirma que não vai se desarmar totalmente enquanto Israel não deixar Gaza por completo, enquanto o governo israelense diz que não sairá do território até que o Hamas entregue suas armas.

Compartilhe:

Leia também