Russell Brand é condenado por estupro e agressão sexual no Reino Unido
Comediante britânico foi condenado por um estupro e três agressões sexuais em Londres; sentença deve ser anunciada na segunda-feira.
O comediante e ator britânico Russell Brand, de 51 anos, foi considerado culpado por um caso de estupro e três de agressão sexual, em julgamento realizado no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres. A decisão do júri foi anunciada na quinta-feira (5), e ele permanecerá preso até a sentença, prevista para segunda-feira (9).
Segundo as acusações, os crimes teriam ocorrido entre 1999 e 2009 e envolveram seis mulheres, todas com direito à proteção de anonimato vitalício. Durante o julgamento, que durou quatro semanas, a acusação descreveu Brand como um predador sexual “calculista” e “manipulador”, que teria cometido abusos em um quarto de hotel, em um banheiro de bar e em sua casa de luxo em Londres, além de assediar mulheres em seus locais de trabalho, como uma emissora de rádio e um estúdio de TV.
A defesa negou que ele tivesse qualquer comportamento criminoso e sustentou que alguns episódios foram encontros consensuais, que teriam sido posteriormente “reinterpretados” após a divulgação de denúncias de má conduta sexual contra ele em 2023. O júri absolveu Brand de duas outras acusações de estupro e de uma tentativa de importunação sexual, e levou cerca de oito horas e meia de deliberação para chegar ao veredicto.
O juiz Bennathan afirmou que a condenação por estupro implica, “inevitavelmente”, uma pena significativa de prisão, e determinou que o réu fosse mantido sob custódia até a sentença. Brand, que já foi uma das figuras mais conhecidas da televisão britânica e é ex-marido da cantora norte-americana Katy Perry, havia negado todas as acusações.
Em nota, o detetive superintendente Andy Furphy, da Polícia Metropolitana de Londres, elogiou a coragem das vítimas, que, segundo ele, reviveram experiências traumáticas e confiaram na investigação. A polícia também afirmou que pessoas que tenham sido vítimas de estupro ou de violência sexual grave podem procurar a corporação, com garantia de acolhimento e tratamento digno.



