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Expedição submarina encontra 31 espécies novas nas águas do Brasil

Expedição no Atlântico Sul identificou 31 espécies novas entre Salvador e Fortaleza, com tecnologias para observar animais gelatinosos sem danificá-los.

Por Roberto Andrade ·
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Expedição submarina encontra 31 espécies novas nas águas do Brasil
Imagem ilustrativa. Foto: A.Cahlenstein Photography / Flickr (CC BY 2.0)

Pesquisadores identificaram 31 espécies novas de animais marinhos nas águas do Atlântico Sul, no litoral brasileiro. A expedição foi realizada em abril de 2026, entre Salvador e Fortaleza, e reuniu 30 cientistas ligados à ONG Schmidt Ocean Institute.

Segundo a divulgação, os resultados foram apresentados no segundo semestre. O trabalho se concentrou na zona intermediária do oceano, faixa entre a camada iluminada pelo Sol e o fundo do mar, entre 200 e 1.200 metros de profundidade. Trata-se de um dos ambientes habitáveis mais extensos e menos explorados do planeta.

O principal obstáculo, de acordo com os cientistas, é que muitos animais dessa região têm corpo gelatinoso e macio, que costuma ser danificado pelos métodos tradicionais de coleta, baseados em redes e jarros.

Para contornar o problema, a equipe usou equipamentos novos. Uma câmara de realidade virtual e a chamada máquina de gravidade, um microscópio especializado que funciona como uma esteira hidrodinâmica, permitiram gravar e analisar os animais em seu habitat natural. Já o microscópio Squid possibilitou obter imagens em 3D de estruturas celulares internas de organismos vivos, algo inédito em pesquisas feitas no mar.

Com as projeções virtuais, os pesquisadores puderam observar os animais de forma não invasiva. A equipe também sequenciou os genomas dos indivíduos coletados a bordo da embarcação Falkor, o que acelerou a identificação das novas espécies.

Apesar do avanço, as 31 espécies passaram apenas por uma primeira identificação e ainda não têm descrição taxonômica definitiva. Essa etapa exige mais estudos e a publicação de artigos científicos revisados por pares.

A descoberta ocorre em um cenário em que a ciência descreve cerca de 16 mil novas espécies por ano no mundo, ritmo considerado o mais rápido da história da biologia. Esse avanço é impulsionado por tecnologias moleculares e por expedições a áreas remotas, como os oceanos e as florestas tropicais.

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