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Vazamento de dados expõe 11,7 milhões de contas da Capcom

A Capcom confirmou vazamento de dados que afetou 11,7 milhões de contas do CAPCOM ID; veja as informações expostas e como se proteger.

Por Roberto Andrade ·
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Vazamento de dados expõe 11,7 milhões de contas da Capcom
Imagem ilustrativa. Foto: Intel Free Press / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A Capcom confirmou um vazamento de dados que afetou mais de 11,7 milhões de contas vinculadas ao CAPCOM ID, sistema usado para acessar os serviços online da desenvolvedora japonesa, dona de franquias como Resident Evil, Monster Hunter, Street Fighter e Mega Man.

O incidente foi identificado em 19 de outubro, quando a empresa detectou atividades suspeitas. No dia seguinte, a Capcom confirmou que informações de usuários haviam sido acessadas indevidamente e iniciou uma investigação.

De acordo com a companhia, foram expostos endereços de e-mail, datas de criação das contas, horários dos últimos acessos, quantidade de logins e endereços IP usados nas conexões mais recentes.

Em 43 contas, também foram expostas informações adicionais, como datas de nascimento, gênero, apelidos e países de residência.

Em outros 196 casos, os invasores alteraram as senhas de acesso, aparentemente para impedir que os donos entrassem nas contas. Segundo a Capcom, essas credenciais já foram redefinidas.

A empresa afirma que as senhas dos demais usuários não foram expostas e que informações de cartões de crédito não foram comprometidas.

Quem tem conta no CAPCOM ID deve ficar atento a mensagens inesperadas, links suspeitos e pedidos de informações pessoais. O vazamento de dados envolvendo e-mails também pode facilitar golpes de phishing, prática em que criminosos enviam mensagens falsas para obter senhas e outros dados.

Em caso de dúvida sobre uma mensagem, o mais seguro é não clicar em links recebidos e acessar a conta diretamente pelo site ou aplicativo oficial da empresa.

A Capcom informou que vai notificar os usuários afetados de forma gradual e disponibilizará canais de atendimento específicos por região. Os serviços online da empresa seguem funcionando normalmente.

Segundo a companhia, o método usado na invasão já foi identificado e novas medidas de segurança foram implementadas, mas detalhes técnicos do ataque não foram divulgados. O caso foi comunicado à polícia japonesa e à Comissão de Proteção de Informações Pessoais do Japão em 21 de outubro.

Não é a primeira vez que a desenvolvedora sofre um incidente desse tipo. Em novembro de 2020, a Capcom foi alvo de um ataque de ransomware atribuído ao grupo Ragnar Locker, e a empresa chegou a afirmar que até 390 mil pessoas poderiam ter sido afetadas. Uma investigação posterior apontou que os invasores usaram um equipamento antigo de VPN para acessar a rede corporativa. No caso atual, a origem completa da invasão ainda não foi detalhada publicamente.

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