Falha no Microsoft Paint permite ataques remotos; veja como atualizar
A Microsoft corrigiu uma falha grave no Paint do Windows 11 que permite execução remota de código; veja a versão segura e como atualizar.
Uma falha no Microsoft Paint, editor de imagens nativo do Windows 11, pode permitir a execução remota de código malicioso no computador. A Microsoft já liberou a correção, mas a atualização chega por um canal diferente do habitual, e vale conferir a versão instalada agora.
A vulnerabilidade recebeu a identificação CVE-2026-83844 e a nota 8,1 (de 10) na escala CVSS 3.1, usada para medir a gravidade de falhas de segurança. O problema é do tipo conhecido como leitura fora dos limites de memória (Out-of-bounds Read), que ocorre quando um programa tenta acessar uma área da memória fora do espaço que lhe foi destinado.
Na prática, a exploração depende da abertura de um arquivo de imagem preparado para aproveitar a falha. Ao ler dados fora dos limites designados, o programa pode ter estruturas ou mecanismos de segurança corrompidos, o que permite a um invasor injetar e executar códigos com os privilégios do usuário atual. As consequências vão desde o roubo de dados sigilosos até a execução local de programas maliciosos.
A correção está na versão 11.2609.401.0 do Paint. Quem já tem essa versão ou uma superior está protegido. Como a atualização não é distribuída pelo Windows Update, mas pela Microsoft Store, que costuma ser menos insistente com avisos, vale verificar manualmente o número da versão.
Para conferir, abra o Paint, clique no ícone de engrenagem no canto superior direito e veja a versão exibida na tela seguinte. Se aparecer uma versão anterior, como a 11.2605.81.0, acesse a página do Paint na Microsoft Store e clique no botão de atualização ou instalação. Em muitos casos, a atualização começa automaticamente ao abrir a página.
De acordo com as informações disponíveis até agora, não há registro de falhas semelhantes no Paint para Windows 10 ou em outras versões do sistema operacional. Ainda assim, vale manter o sistema e os programas atualizados e desconfiar de arquivos de imagem recebidos de remetentes desconhecidos.



