Enfermeira com câncer em Iúna faz vaquinha de R$ 80 mil para cirurgia robótica
Enfermeira de Iúna, diagnosticada com câncer no reto, busca arrecadar R$ 80 mil para uma cirurgia robótica, já que não tem plano de saúde.
Uma enfermeira diagnosticada com câncer em Iúna, no interior do Espírito Santo, tenta arrecadar R$ 80 mil para realizar uma cirurgia robótica. O valor cobre despesas hospitalares e honorários médicos, e a paciente não tem plano de saúde.
Elizangela Amurim Viana foi diagnosticada com câncer no reto em agosto de 2025. Desde então, já passou por 16 sessões de quimioterapia e 25 de radioterapia. Agora, familiares e amigos se mobilizam para custear a próxima etapa do tratamento.
A suspeita surgiu após prisão de ventre e dores na região do cóccix. Uma colonoscopia identificou uma lesão, e a biópsia confirmou o diagnóstico sete dias depois.
O tratamento começou no Hospital Santa Rita, em Vitória. Mesmo durante a quimioterapia, a enfermeira conseguiu manter parte da rotina de trabalho. Segundo ela, a principal complicação foi uma anemia que exigiu a transfusão de duas bolsas de sangue.
Concluídas a quimioterapia e a radioterapia, veio a indicação de cirurgia para retirar o tumor. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o procedimento inicialmente apresentado envolveria a amputação do reto e o uso permanente de bolsa de colostomia.
Em busca de outra alternativa, Elizangela procurou uma médica especialista, que apontou a possibilidade de uma cirurgia robótica. Segundo o relato, essa técnica teria chance de preservar o reto e evitar a colostomia definitiva, mas o resultado não é garantido.
Sem plano de saúde, ela iniciou uma campanha solidária. Até o momento do relato, cerca de R$ 15 mil tinham sido arrecadados, e faltavam R$ 65 mil para completar o valor orçado.
A mobilização reúne uma vaquinha virtual, na plataforma Vakinha, e uma rifa solidária, organizadas por familiares e amigos. Quem quiser contribuir pode acessar a campanha pela própria plataforma.
Apesar das dificuldades, Elizangela afirma manter a fé e a esperança de superar a doença e voltar plenamente às atividades profissionais. Ela também quer transformar a experiência em apoio a outras pessoas que enfrentam a doença.
“Eu vou ser curada porque, através do meu testemunho e da minha profissão, vou ajudar muitas pessoas. Meus pacientes precisam de mim”, afirmou.
Elizangela agradeceu o apoio recebido e disse que cada contribuição é importante para viabilizar o procedimento. A cirurgia depende, portanto, da arrecadação do valor restante para ser realizada.



