Vitória, sábado 7 de novembro de 2026
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Stephen Miller é o novo chefe de gabinete da Casa Branca após derrota republicana nas urnas

Trump nomeia Stephen Miller, arquiteto da política de imigração linha-dura, para chefe de gabinete da Casa Branca após derrota republicana nas eleições legislativas.

Por Roberto Andrade ·
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Fachada de prédio governamental de colunas claras sob céu em degradê azul-dourado, com uma urna de votação em primeiro plano, duas figuras anônimas de silhueta e uma seta tracejada indicando uma mudança de posto.
Ilustração: Repórter Capixaba

O presidente Donald Trump nomeou Stephen Miller para o cargo de chefe de gabinete da Casa Branca, na sexta-feira (6), no lugar de Susie Wiles. A escolha ocorre poucos dias depois de os republicanos sofrerem uma derrota ampla nas eleições legislativas de terça-feira (3), que colocaram os democratas em posição de comando na Câmara e no Senado.

A função é uma das mais poderosas de Washington. O chefe de gabinete controla o acesso ao presidente, define a agenda do governo dentro da Casa Branca e atua como principal negociador com o Congresso e com grupos de interesse político.

Miller, de 41 anos, é conhecido como o principal articulador da política de imigração linha-dura do governo, que incluiu a ampliação de recursos para operações de fiscalização em todo o país. Em janeiro, ele classificou como « terrorista doméstico » e « assassino » Alex Pretti, morto a tiros por agentes federais de imigração durante uma operação em Minneapolis, mas depois recuou e disse que os agentes « podem não ter seguido » o protocolo adequado.

Ao anunciar a mudança, Trump disse a jornalistas que Miller « está comigo desde o começo » e que « ele entende o que está em jogo ». Miller, por sua vez, escreveu na rede X que a missão agora é « lutar com toda a alma » para apoiar o presidente e defender « esta magnífica república », e afirmou estar « honrado além das palavras » com a escolha.

A nomeação foi recebida com forte reação entre os democratas. O líder da bancada democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, chamou Miller de « xenófobo perigoso » e « extremista imprudente ». Já o senador republicano Mike Lee, do Utah, elogiou o indicado como um « guerreiro conservador » e um defensor da lei e da ordem.

Nem todos os republicanos apoiam a escolha. O senador Thom Tillis, da Carolina do Norte, que deixará o Congresso ao fim do ano, criticou Miller e o chamou de « incompetente ». Pesquisas citadas na cobertura indicam que 58% dos eleitores acreditam que as ações de imigração do governo foram longe demais, e que o eleitorado hispânico se afastou dos republicanos na votação.

Analistas avaliam que a escolha sinaliza uma postura de confronto. Segundo levantamento recente, Trump já assinou 292 ordens executivas em menos de dois anos de segundo mandato, um ritmo recorde para a presidência moderna. Com o Congresso sob controle da oposição, a expectativa é que o governo recorra ainda mais a decisões unilaterais para avançar sua agenda.

Os democratas, por sua vez, poderão presidir comitês da Câmara, abrir investigações, emitir intimações e realizar audiências públicas sobre o governo. A lei conhecida como One Big Beautiful Bill ampliou os recursos do ICE, a agência federal de imigração, o que mantém a fiscalização financiada até o fim do mandato de Trump.

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