Eleição na Nova Zelândia termina sem vencedor claro e coalizão fica distante
Apuração preliminar da eleição na Nova Zelândia dá vantagem ao Partido Nacional, mas nenhum bloco chega à maioria; resultado oficial sai em 27 de novembro.
A eleição na Nova Zelândia realizada neste sábado (7) não teve vencedor claro. Com a apuração preliminar de quase todos os votos, o Partido Nacional, de centro-direita, do primeiro-ministro Christopher Luxon, ficou em primeiro lugar com 42 cadeiras, mas ainda está 19 cadeiras abaixo da maioria simples necessária para governar sozinho.
Somado aos aliados ACT e New Zealand First, o bloco de direita teria uma vantagem apertada sobre a esquerda, caso um acordo de coalizão seja fechado. O Partido Trabalhista, liderado por Chris Hipkins, ficou com 36 cadeiras e não reconheceu a derrota. Hipkins afirmou que o formato do próximo governo seguirá indefinido por algum tempo.
O Opportunity, partido de centro liderado por Qiulae Wong, superou a cláusula de barreira de 5% e entrou no Parlamento pela primeira vez. Com a bancada, a legenda passou a ser vista como peça-chave para a formação do governo. Os líderes afirmaram que vão negociar primeiro com a sigla que conquistar o maior número de cadeiras, mas Wong disse que pode trabalhar com qualquer um dos lados.
A definição final depende dos votos especiais, que incluem os votos do exterior e os depositados fora da circunscrição do eleitor. Esses votos costumam favorecer a esquerda e ainda serão apurados nas próximas semanas. O resultado oficial está previsto para 27 de novembro. Especialistas avaliam que algumas cadeiras foram decididas por margens mínimas, o que torna a composição do Parlamento ainda instável.
O resultado reflete um cenário de descontentamento econômico. Custo de vida e desemprego dominaram a campanha, e os dois maiores partidos somaram cerca de 60% dos votos, o menor patamar histórico recente. Os partidos menores, como Verdes, ACT, New Zealand First e Te Pāti Māori, que representa os interesses maori, ganharam espaço.
O sistema eleitoral da Nova Zelândia é misto e proporcional, e cada eleitor faz duas escolhas: um representante da sua circunscrição e um partido. Por isso, a maioria dos governos no país é formada por coalizões, e negociações costumam ser longas. Luxon afirmou que as convenções de governo interino seguem valendo até a definição final e que a rotina administrativa continuará normalmente.


