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Protestos na Albânia terminam em confronto com a polícia em Tirana

Protestos na Albânia terminam em confronto com a polícia em Tirana, com prédios atacados e dezenas de manifestantes presos.

Por Roberto Andrade ·
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Protestos na Albânia terminam em confronto com a polícia em Tirana
Foto: Kanal13 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Os protestos na Albânia voltaram a terminar em confronto neste sábado (24), na capital, Tirana. A polícia usou gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha para dispersar multidões, e segundo as autoridades, mais de 300 pessoas ficaram feridas entre manifestantes e policiais.

De acordo com as autoridades, vários prédios públicos foram atacados e dezenas de manifestantes foram presos durante a jornada.

Os choques entre manifestantes e policiais se repetem desde meados de outubro, quando uma onda mais intensa de protestos passou a denunciar as condições precárias das escolas e o custo de vida no pequeno país dos Bálcãs.

Nos últimos dias, as manifestações na capital tinham perdido força, mas o ato deste sábado reacendeu a tensão. Milhares de pessoas atenderam ao chamado de organizadores para que estudantes e cidadãos de todo o país fossem às ruas. Professores universitários, artistas e partidos de oposição anunciaram apoio ou participação.

O Ministério da Educação se tornou o principal ponto de concentração dos atos. Durante o protesto, parte da multidão atirou pedras e lançou lixeiras em chamas contra o prédio.

A polícia reforçou a segurança na capital no sábado, e a mídia local relatou que veículos que seguiam para a cidade passaram por checagens.

Os protestos contra o governo começaram de forma intermitente em maio, quando veio à tona um projeto de hotel de luxo ligado à família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Desde então, a insatisfação se ampliou para uma mobilização mais ampla contra a corrupção e o alto custo de vida, com manifestantes pedindo a renúncia do primeiro-ministro socialista Edi Rama.

Rama atribuiu a violência a “atores estrangeiros” e acusou Rússia e Irã de impulsionar desinformação na internet. O premiê defendeu o diálogo, e neste sábado foram colocadas almofadas vermelhas em frente à sede do governo como gesto simbólico de conversa. Manifestantes depois atearam fogo às almofadas.

Parte dos manifestantes responsabiliza toda a classe política pela crise, e alguns carregavam cartazes contra o líder da oposição, Sali Berisha, de centro-direita. O conjunto das demandas combina educação, combate à corrupção e custo de vida, temas que seguem no centro da crise política albanesa.

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