Vitória, sábado 7 de novembro de 2026
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Eleição na Nova Zelândia termina sem vencedor claro e coalizão fica distante

Apuração preliminar da eleição na Nova Zelândia dá vantagem ao Partido Nacional, mas nenhum bloco chega à maioria; resultado oficial sai em 27 de novembro.

Por Roberto Andrade ·
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Urna de votação azul no centro de uma paisagem de colinas verdes, com uma cédula branca marcada entrando na fenda, e um semicírculo de bancas coloridas acima dela, em tons de azul, laranja e cinza, sugerindo um parlamento dividido sob um céu claro com sol.
Ilustração: Repórter Capixaba

A eleição na Nova Zelândia realizada neste sábado (7) não teve vencedor claro. Com a apuração preliminar de quase todos os votos, o Partido Nacional, de centro-direita, do primeiro-ministro Christopher Luxon, ficou em primeiro lugar com 42 cadeiras, mas ainda está 19 cadeiras abaixo da maioria simples necessária para governar sozinho.

Somado aos aliados ACT e New Zealand First, o bloco de direita teria uma vantagem apertada sobre a esquerda, caso um acordo de coalizão seja fechado. O Partido Trabalhista, liderado por Chris Hipkins, ficou com 36 cadeiras e não reconheceu a derrota. Hipkins afirmou que o formato do próximo governo seguirá indefinido por algum tempo.

O Opportunity, partido de centro liderado por Qiulae Wong, superou a cláusula de barreira de 5% e entrou no Parlamento pela primeira vez. Com a bancada, a legenda passou a ser vista como peça-chave para a formação do governo. Os líderes afirmaram que vão negociar primeiro com a sigla que conquistar o maior número de cadeiras, mas Wong disse que pode trabalhar com qualquer um dos lados.

A definição final depende dos votos especiais, que incluem os votos do exterior e os depositados fora da circunscrição do eleitor. Esses votos costumam favorecer a esquerda e ainda serão apurados nas próximas semanas. O resultado oficial está previsto para 27 de novembro. Especialistas avaliam que algumas cadeiras foram decididas por margens mínimas, o que torna a composição do Parlamento ainda instável.

O resultado reflete um cenário de descontentamento econômico. Custo de vida e desemprego dominaram a campanha, e os dois maiores partidos somaram cerca de 60% dos votos, o menor patamar histórico recente. Os partidos menores, como Verdes, ACT, New Zealand First e Te Pāti Māori, que representa os interesses maori, ganharam espaço.

O sistema eleitoral da Nova Zelândia é misto e proporcional, e cada eleitor faz duas escolhas: um representante da sua circunscrição e um partido. Por isso, a maioria dos governos no país é formada por coalizões, e negociações costumam ser longas. Luxon afirmou que as convenções de governo interino seguem valendo até a definição final e que a rotina administrativa continuará normalmente.

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