Vitória, quinta-feira 5 de novembro de 2026
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Violência digital contra mulheres é tema de campanha nacional de 20 de novembro a 10 de dezembro

Campanha nacional de 20 de novembro a 10 de dezembro foca na violência digital contra meninas e mulheres, com cartilha de supervisão parental.

Por Roberto Andrade ·
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Smartphone com tela clara ao centro exibindo um alerta de proteção, com duas figuras genéricas ao lado, em tons de azul, dourado e verde, sobre fundo azul.
Ilustração: Repórter Capixaba

A violência digital contra mulheres será tema de uma mobilização nacional do Governo Federal, a campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência e do Racismo contra as Mulheres”, realizada de 20 de novembro a 10 de dezembro, com apoio da ONU Mulheres.

Antes do lançamento, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, é a convidada do programa “Bom Dia, Ministra” nesta quinta-feira (5), a partir das 8h. Em formato de entrevista coletiva, ela conversa com rádios e portais de notícias de diferentes regiões do país.

O tema da campanha é “Conectadas, Seguras e Vivas” e tem foco no enfrentamento à violência digital contra meninas e mulheres, além da prevenção de todas as formas de violência de gênero e racismo.

A ação também marca o lançamento da Cartilha de Supervisão Parental, um guia para ajudar famílias e responsáveis a proteger meninas nos ambientes digitais. Segundo o material, com orientações sobre controle técnico parental e diálogo, proteger não significa vigiar ou limitar a liberdade das meninas, mas garantir que elas possam estar na internet com segurança e autonomia.

Na entrevista, a ministra também deve detalhar políticas para mulheres negras e quilombolas. Entre elas está o Programa Asas para o Futuro, com investimento previsto de R$ 7,55 milhões para 3.320 bolsas a jovens mulheres, com prioridade para negras, indígenas e quilombolas.

Também são citados o programa Atlânticas — Beatriz Nascimento, que incentiva a participação das mulheres na ciência, e ações de autonomia econômica e de acesso a direitos das quilombolas. Nesse eixo, a pasta prevê R$ 3 milhões para apoiar a regularização fundiária e 200 sistemas de tratamento de água.

Outro assunto será o investimento de mais de R$ 323 milhões anunciados desde 2023 para a expansão das Casas da Mulher Brasileira, espaços que oferecem acolhimento, proteção e assistência a mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Atualmente, são 36 Casas em diferentes fases de implantação e outras 13 já em funcionamento. Entre as futuras unidades anunciadas estão as de Foz do Iguaçu (PR), Belo Horizonte (MG) e Rio Branco (AC). Já os Centros de Referência da Mulher Brasileira somam 20 locais em implantação e 16 em funcionamento, com atendimento psicológico, social, jurídico e de enfermagem, além de cursos gratuitos de qualificação profissional.

Os números da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 também devem ser abordados. No primeiro semestre de 2026, foram 86.432 denúncias, alta de 16% em relação ao mesmo período de 2025. No ano passado, a média foi de 425 denúncias por dia.

O programa será transmitido ao vivo a partir das 8h pela TV aberta ou por satélite e pela internet, nos canais do @CanalGov no YouTube, Facebook, TikTok e Instagram. Para as rádios, o sinal é oferecido pela Rádio Gov. Emissoras e jornalistas interessados em participar podem enviar mensagem para o WhatsApp (61) 99222-1282, informando nome da emissora, do veículo, do município e do estado.

Os dados do Ligue 180 e a expansão das Casas da Mulher Brasileira formam o pano de fundo da mobilização, que a ministra deve detalhar ao vivo nesta quinta-feira.

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