Trump faz comícios em Iowa e Kansas para manter o controle republicano do Senado
Trump faz comícios em Dubuque e Salina neste domingo para tentar manter a maioria republicana no Senado dos EUA antes da votação de terça-feira.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, faz neste domingo (1º) comícios em Iowa e Kansas, dois estados que já venceu, em uma tentativa de manter o controle republicano do Senado nas eleições de meio de mandato.
A primeira parada será na tarde deste domingo em Dubuque, Iowa, onde os republicanos disputam uma cadeira considerada crucial no Senado e também o governo estadual. Trump venceu Iowa por ampla margem de dois dígitos em 2024. O 2º Distrito Congressual, que inclui Dubuque, também ficou competitivo, com a disputa entre o republicano Joe Mitchell, candidato da geração Z, e a democrata Lindsay James.
Em seguida, Trump deve visitar Salina, no Kansas. A cidade não elegia um senador democrata desde 1932, mas agora enfrenta uma disputa inesperadamente apertada entre o republicano Roger Marshall, que tenta a reeleição, e o democrata Adam Hamilton, pastor de destaque.
As viagens marcam o retorno de Trump à campanha depois de um período de descanso no clube Mar-a-Lago, na Flórida, no sábado (31). Ele passou semanas fazendo campanha em vários estados.
Os comícios em Iowa e Kansas tinham sido cancelados de forma repentina na noite de quinta-feira (30) e depois remarcados. Segundo uma fonte próxima ao governo, ouvida na sexta-feira, Trump participará pessoalmente dos eventos.
As pesquisas mostram democratas empatados ou à frente dos republicanos em muitas disputas estaduais. Segundo levantamento da Reuters e da Ipsos, a aprovação de Trump entre americanos que vivem no meio rural caiu para 45% em outubro, o menor patamar já registrado. Nesta campanha, ele tem concentrado esforços em estados onde já venceu, enquanto eleitores, inclusive antigos apoiadores, questionam os efeitos econômicos das tarifas que ele impôs e da guerra no Irã.
A votação ocorre na terça-feira (3), com 35 cadeiras do Senado e todas as 435 da Câmara dos Representantes em disputa. Hoje os republicanos têm maioria de 53 a 47 no Senado e uma vantagem estreita na Câmara. Se perderem qualquer uma das casas, os democratas poderão bloquear a agenda de Trump nos dois últimos anos de mandato e abrir investigações contra um governo que, até agora, enfrentou maiorias republicanas em grande parte alinhadas.
Segundo o Election Lab da Universidade da Flórida, mais de 52 milhões de americanos já votaram presencialmente ou por correspondência. O número é um recorde para eleições de meio de mandato e supera os cerca de 46 milhões que votaram antes do dia da eleição em 2022.



