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Violência política na escola: adolescente é ameaçado de morte no DF

Adolescente de 17 anos recebe ameaça de morte de colega de turma em grupo de WhatsApp após mensagens políticas em escola do Distrito Federal.

Por Roberto Andrade ·
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Violência política na escola: adolescente é ameaçado de morte no DF
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A violência política na escola voltou ao debate depois que um adolescente de 17 anos, aluno de uma escola do Distrito Federal, recebeu uma ameaça de morte em um grupo de WhatsApp da turma. Segundo a família, a mensagem em áudio dizia: “Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”.

O episódio aconteceu durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, o autor das mensagens diz: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”, antes de ameaçar o colega.

De acordo com o relato, o mesmo estudante escreveu no grupo que, se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse, agrediria outros cinco colegas, chegando a mencionar o uso de faca. Ele também publicou mensagens de intolerância religiosa contra colegas da turma, enquanto outro adolescente reagia às mensagens com figurinhas de risadas.

A mãe do estudante afirma que o filho nunca havia sofrido agressões de caráter discriminatório na escola, e por isso a família se surpreendeu com mensagens de ódio motivadas por questões políticas. Para ela, “a ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”.

Por causa das agressões, o adolescente ficou sem ir à escola durante a semana e ainda teme voltar às aulas. A família não registrou boletim de ocorrência até o momento, por receio de que o jovem seja exposto ou sofra retaliações.

Ainda segundo a mãe, a direção da escola informou que o aluno autor dos áudios e das mensagens foi transferido de unidade, e que o estudante que concordou com as ameaças foi suspenso por quatro dias.

O caso não é isolado. Nas redes sociais, na última semana, foram relatados outros episódios de violência política na escola envolvendo crianças e adolescentes, ligados às opções políticas dos próprios jovens ou de seus pais. As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.

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