Vitória, quarta-feira 4 de novembro de 2026
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Eleições de meio de mandato nos EUA: democratas conquistam Câmara e Senado

Democratas garantem maioria na Câmara e somam 54 cadeiras no Senado nas eleições de meio de mandato nos EUA, em derrota dos republicanos.

Por Roberto Andrade ·
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Cúpula do Capitólio em Washington ao centro, com uma urna de votação azul recebendo uma cédula, e barras de gráfico azuis e cinzas subindo dos dois lados, sob um céu claro.
Ilustração: Repórter Capixaba

Na última terça-feira (3), os democratas conquistaram a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, em uma derrota considerada histórica para o Partido Republicano do presidente Donald Trump.

Os democratas mantiveram uma cadeira considerada crucial no Michigan e garantiram vitórias consideradas prováveis em Maine e na Carolina do Norte. Depois, conquistaram outras cinco cadeiras em estados tradicionalmente republicanos: Ohio, Iowa, Kansas, Carolina do Sul e Texas, sendo este último o maior prêmio da noite.

Segundo a contagem atualizada na manhã de quarta-feira (4), o partido soma 54 cadeiras no Senado. A disputa no Alasca ainda não foi definida. No Mississippi, o democrata Scott Colom aparece à frente por apenas algumas dezenas de votos, enquanto as últimas cédulas são apuradas.

Na Câmara, os democratas já têm 228 cadeiras, dez acima da maioria necessária, e podem chegar a 240 ou mais. Eles também conquistaram os governos estaduais do Texas, da Geórgia, de Iowa, de Ohio e de Nevada.

Entre os eleitos, Deb Haaland, candidata no Novo México, tornou-se a primeira mulher indígena eleita governadora. Keisha Lanca Bottoms foi eleita a primeira mulher negra governadora, e Abdul El-Sayed, vencedor da disputa democrata no Michigan, é o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira no Senado.

No Partido Republicano, a reação é de choque, e aliados falam em incerteza sobre o futuro da legenda após anos de politica dominada por Trump. O presidente reconheceu a derrota, parabenizou os democratas e afirmou estar “absolutamente disposto a aceitar” os resultados. A declaração chama atenção porque, nos meses anteriores, o governo Trump buscou ampliar sua influência sobre o processo eleitoral por meio de ordens executivas e de ações na Justiça.

Ainda não foram definidas disputas importantes para a Câmara em Colorado, Michigan, Maine, Nova York, Califórnia e Carolina do Norte. O resultado final dependerá da conclusão da contagem nesses estados.

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