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Anvisa aprova comprimido para obesidade, primeiro GLP-1 oral do país

A Anvisa aprovou a versão oral da semaglutida para obesidade, primeiro medicamento GLP-1 em comprimido aprovado no país.

Por Roberto Andrade ·
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Anvisa aprova comprimido para obesidade, primeiro GLP-1 oral do país
Foto: silukstockimages/Adobestock

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (4) o registro de um comprimido para obesidade à base de semaglutida, conhecida pela marca Wegovy. Até agora, o medicamento estava disponível no Brasil apenas em solução injetável, aplicada sob a pele. Com a decisão, o produto ganha uma versão oral e se torna o primeiro medicamento do tipo GLP-1 em comprimido aprovado no país.

O tratamento consiste em tomar um comprimido por dia, com aumento gradual da dose. A posologia começa em 1,5 mg, passa por 4 mg e 9 mg e chega à dose de manutenção de 25 mg diários, definida em bula.

Segundo a agência, o remédio deve ser tomado em jejum, com um pouco de água. É preciso esperar pelo menos 30 minutos antes de ingerir alimentos, bebidas ou outros medicamentos.

A indicação é para adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, como complemento a uma alimentação saudável e à prática de atividade física. Para a Anvisa, a nova apresentação amplia a flexibilidade do tratamento, inclusive com a possibilidade de transição entre o comprimido e a versão injetável, quando clinicamente apropriado e conforme as orientações da bula.

A aprovação se baseou no estudo clínico de fase 3 chamado OASIS 4, que avaliou a eficácia da semaglutida oral na dose de 25 mg em adultos. Ao longo de 64 semanas de acompanhamento, os participantes que usaram o medicamento tiveram perda média de peso corporal superior a 13%, com desempenho significativamente melhor que o do grupo placebo. O tratamento também melhorou marcadores cardiometabólicos.

A obesidade é considerada pelo órgão uma doença crônica, progressiva e multifatorial, associada ao aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia, doença cardiovascular e apneia obstrutiva do sono. Diante desse quadro, as novas opções de tratamento ampliam o leque de escolhas para pacientes e profissionais de saúde, que devem buscar orientação médica antes de iniciar qualquer medicamento.

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