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Empagliflozina genérico chega ao Brasil: o que muda para quem tem diabetes

A Prati-Donaduzzi lançou no Brasil a versão genérica da empagliflozina, indicada para diabetes tipo 2, doença renal crônica e insuficiência cardíaca.

Por Roberto Andrade ·
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Imagem ilustrativa. Foto: autor desconhecido / rawpixel (CC0)

A farmacêutica nacional Prati-Donaduzzi lançou nesta terça-feira (3) o empagliflozina genérico no Brasil, uma nova opção de tratamento para pacientes com diabetes tipo 2, doença renal crônica ou insuficiência cardíaca.

A substância faz o corpo eliminar a glicose pela urina. Ela pertence à classe dos inibidores de SGLT2 e, na prática, ajuda a controlar o diabetes tipo 2 e também a proteger o coração e os rins.

O medicamento só pode ser vendido com receita. Cabe ao profissional de saúde decidir se ele é indicado para cada paciente, por isso quem convive com essas condições deve procurar o médico para avaliar a opção.

Por ser genérico, o remédio deve custar, por lei, pelo menos 35% a menos que o produto original, de marca. A expectativa é que essa redução amplie o acesso ao tratamento.

A classe dos inibidores de SGLT2 mudou o tratamento do diabetes. Há pouco mais de uma década, estudos mostraram que a empagliflozina era segura para o sistema cardiovascular e ajudava a preservar as funções dos rins e do coração. Foi a primeira vez que um remédio criado para controlar a glicemia, ou seja, o nível de açúcar no sangue, conseguiu esse efeito.

Segundo a médica Larissy Degani, consultora de prescrição médica da Prati-Donaduzzi, a substância favorece a eliminação de glicose pela urina e, em alguns grupos de pacientes, pode reduzir o risco de morte cardiovascular, de internação por insuficiência cardíaca e de progressão da doença renal crônica.

Muita gente pode se beneficiar. Estima-se que pelo menos 20 milhões de brasileiros convivam com diabetes, que 6% da população atenda aos critérios de doença renal crônica e que entre 2 milhões e 4 milhões de pessoas tenham insuficiência cardíaca.

O remédio é apresentado em comprimidos de 10 e 25 miligramas, em caixas com 30 unidades. A empresa informa que usará sua estrutura nacional de distribuição para abastecer as farmácias do país.

A Prati-Donaduzzi fica em Toledo, no Paraná. A chegada de uma versão genérica amplia as alternativas para quem já faz uso da classe, mas a escolha do tratamento continua sendo individual e deve seguir a orientação médica.

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