Vitória, segunda-feira 2 de novembro de 2026
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Atendimento humano SAC é obrigatório para empresas reguladas a partir desta segunda-feira

Regras do decreto federal começam a valer nesta segunda-feira (2) e exigem atendimento humano em SACs de empresas reguladas, todos os dias.

Por Roberto Andrade ·
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Ilustração vetorial em tons de azul com uma figura genérica de atendente de headset ao lado de um celular que mostra duas mensagens de chat, e um selo verde de confirmação, representando o atendimento humano obrigatório no SAC.
Ilustração: Repórter Capixaba

A partir desta segunda-feira (2), empresas cujos serviços são regulados pelo governo federal devem oferecer atendimento humano em seus Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC), todos os dias, das 8h às 20h. A exigência vale para canais digitais, como chats, e para ligações telefônicas.

As novas regras constam de um decreto publicado em 13 de outubro, que deu às companhias 20 dias para se adequarem. Segundo o governo, a medida corrige uma flexibilização feita durante a pandemia, período em que o uso de ferramentas digitais foi ampliado e o atendimento feito por pessoas diminuiu.

A obrigação atinge operadoras de telefonia e de planos de saúde, empresas aéreas, concessionárias de energia e instituições do setor financeiro, como bancos e fintechs. Esses são os setores cujos serviços já são fiscalizados pelo poder público.

Pelo decreto, o consumidor deve ter acesso imediato à opção de cancelar contratos e ao atendimento humano, tanto nos canais digitais quanto nas chamadas telefônicas. As empresas também não poderão obrigar o cliente a passar por mais de cinco níveis de atendimento para resolver uma demanda.

Nas ligações, a regra prevê que a empresa retorne o contato caso a chamada seja interrompida antes da conclusão do atendimento. O prazo máximo para esse retorno é de 300 segundos, ou seja, cinco minutos.

Plataformas de transporte individual e de encomendas, como a Uber, não têm serviços regulados pelo governo e, por isso, não entram na obrigação de atendimento humano. Ainda assim, o decreto determina que essas empresas prestem informações ao governo sobre o atendimento que oferecem aos consumidores.

Na prática, quem tiver problemas com contratos de telefonia, planos de saúde, voos, energia ou serviços bancários poderá, a partir de hoje, falar com uma pessoa no SAC da empresa, e não apenas com menus automáticos. As mudanças passam a valer para todas as empresas do grupo regulado ao mesmo tempo, sem período de transição adicional previsto no texto do decreto.

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