Pegadas de cachorro de 4 mil anos são encontradas em casa da Idade do Bronze
Impressões de patas de cachorro com cerca de 4 mil anos são encontradas em tijolo de uma casa da Idade do Bronze na Turquia.
Arqueólogos identificaram pegadas de cachorro com cerca de 4 mil anos impressas em um tijolo de argila no sítio de Tavşanlı Höyük, na província de Kütahya, no oeste da Turquia. O local é considerado um dos maiores assentamentos da Idade do Bronze na região da Anatólia ocidental.
O tijolo foi encontrado entre os restos de uma casa destruída por um incêndio havia milhares de anos. Segundo os pesquisadores, as marcas provavelmente foram deixadas por um cachorro que caminhou sobre a argila ainda úmida, antes de o material ser usado na construção do prédio.
As escavações foram lideradas pelo professor Erkan Fidan, da Universidade Bilecik Şeyh Edebali. Mesmo com a estrutura consumida pelo fogo, as impressões ficaram preservadas no barro, o que permitiu aos especialistas reconhecer os vestígios das patas do animal.
Diferentemente de ferramentas, cerâmicas e outros objetos fabricados intencionalmente pelas comunidades antigas, essas marcas são um registro acidental de um momento do cotidiano. O animal apenas se movimentava pelo ambiente, sem qualquer intenção de deixar aquele vestígio.
Para a arqueologia, o achado tem valor porque sugere que cães circulavam pelos espaços próximos às casas e aos materiais de construção do assentamento. Esse tipo de registro costuma escapar às pesquisas, que geralmente se concentram em construções monumentais, sepultamentos e objetos valiosos.
Na segunda-feira (26), o ministro da Cultura e Turismo da Turquia, Mehmet Nuri Ersoy, anunciou publicamente o achado e destacou a importância dessas impressões antigas.
Depois que a casa foi destruída pelo fogo, os escombros permaneceram enterrados até serem localizados pelas equipes de arqueologia. Assim, um pequeno registro do dia a dia da Idade do Bronze ficou guardado no solo por milhares de anos.
A descoberta soma novas informações às pesquisas em Tavşanlı Höyük, sítio que chama atenção pelas dimensões e pelos vestígios de comunidades que viveram na Anatólia ocidental. O caso mostra que até materiais comuns podem guardar pistas importantes sobre o passado.



