Golpes contra crianças em jogos e redes sociais: cinco sinais de alerta para pais
Santander alerta que golpistas abordam crianças e adolescentes em jogos e redes sociais; confira cinco sinais de alerta para pais e responsáveis.
Golpistas usam conversas em jogos online e redes sociais para conquistar a confiança de crianças e adolescentes, segundo alerta do Santander. A prática, que pode envolver falsas amizades e promessas de presentes, tem como objetivo coletar informações pessoais e chegar aos pais e responsáveis.
O contato costuma começar em partidas, chats e comunidades. Com o avanço da conversa, os criminosos podem pedir dados, solicitar imagens ou insistir para que o diálogo continue em outro aplicativo.
Esses golpes exploram a engenharia social, técnica que manipula pessoas para obter informações ou induzir determinadas ações. Segundo Leandro Granja, responsável pela segurança da informação do Santander, crianças e adolescentes ainda estão desenvolvendo a capacidade de avaliar riscos e reconhecer tentativas de manipulação.
Nos games, a aproximação pode acontecer por meio de ofertas de itens virtuais ou recompensas exclusivas. Nas redes sociais, perfis falsos e mensagens privadas ajudam a criar uma sensação de proximidade com a vítima.
O alerta destaca que a abordagem muda conforme a idade. Crianças podem ser atraídas por personagens, brindes e promessas de acesso a jogos. Já os adolescentes ficam expostos a pressão de grupo, preocupação com a reputação e relacionamentos virtuais, situações que podem levar a chantagem e extorsão.
A inteligência artificial pode tornar essas interações ainda mais convincentes. A tecnologia permite criar mensagens personalizadas, produzir imagens falsas e imitar vozes, recursos que podem ser usados para simular emergências ou pedidos de alguém conhecido.
Para identificar um possível golpe, o Santander aponta cinco situações que merecem atenção de pais e responsáveis. A primeira é a exigência de segredo, quando a outra pessoa pede que a criança esconda a conversa ou determinada situação dos responsáveis. Em seguida vem a pressão para agir imediatamente, com prazos curtos ou ameaças de perder uma oportunidade caso a vítima não responda.
Também merecem atenção as recompensas em troca de alguma ação, como presentes, dinheiro ou itens de jogos oferecidos em troca de informações, imagens ou do cumprimento de um pedido. Mudanças no comportamento, como medo, isolamento, ansiedade ou preocupação excessiva com uma conversa, podem indicar que o contato precisa ser acompanhado. Por fim, a insistência para mudar de aplicativo é outro sinal de alerta.
Diante desses sinais, a recomendação é conversar com a criança ou o adolescente para entender o contexto da interação. Pedidos estranhos, urgentes ou secretos devem ser verificados com um adulto de confiança.
Entre as medidas indicadas estão revisar as configurações de privacidade das contas, reduzir a exposição pública de informações e acompanhar os contatos adicionados pelas crianças. Também é importante conversar sobre os riscos de enviar fotos, vídeos e dados pessoais a desconhecidos.
O Santander também orienta ensinar crianças e adolescentes a encerrar interações que causem desconforto, bloquear o contato e usar os mecanismos de denúncia da plataforma. A orientação vale para quem já usa jogos e redes sociais no dia a dia, e a conversa dentro de casa segue como uma das principais formas de prevenção.



