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Anvisa proíbe venda de teste de glicemia Accu-Chek Active na Amazon

A Anvisa proibiu a venda de tiras do teste de glicemia Accu-Chek Active na Amazon; a Roche diz que lotes foram desviados de licitações públicas.

Por Roberto Andrade ·
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Anvisa proíbe venda de teste de glicemia Accu-Chek Active na Amazon
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda do teste de glicemia Accu-Chek Active na plataforma Amazon. Segundo a agência, os produtos são falsificados e não podem ser distribuídos, importados nem utilizados. A resolução foi publicada nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial da União.

As tiras reagentes são usadas para medir a glicose no sangue, procedimento de rotina para pessoas com diabetes. De acordo com a Anvisa, a Roche Diabetes Care Brasil Ltda., responsável pelo produto, identificou no mercado tiras com características diferentes das originais em dois anúncios na Amazon.

Entre as irregularidades apontadas está a ausência da embalagem externa original. Além disso, os itens traziam uma restrição de comercialização em inglês, “ONLY FOR GOVERNMENT TENDER”, que significa destinado exclusivamente a licitações governamentais.

Em nota, a Roche afirmou que não há qualquer confirmação de que os produtos sejam falsificados. Segundo a empresa, os lotes 29533831 e 29534131, destinados exclusivamente a licitações públicas, foram desviados sem permissão ou conhecimento da companhia e vendidos no varejo de forma ilegal, por meio de plataforma de e-commerce e sem a embalagem externa original.

A empresa orienta os consumidores a comprarem produtos Accu-Chek somente em canais de distribuição autorizados, como lojas oficiais dentro das plataformas online e farmácias e drogarias parceiras credenciadas. Também recomenda verificar sempre a integridade da embalagem antes da compra.

A reportagem procurou a Amazon para ouvir o posicionamento da plataforma, mas até a publicação não havia retorno. O texto foi atualizado às 17h06 para incluir a manifestação da Roche. A proibição vale para a distribuição, importação e uso dos produtos citados na resolução, e a Anvisa indicou os anúncios investigados.

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