Empregos formais em setembro somam 121 mil no Brasil, com queda de 43,5% ante 2025
Brasil cria 121,3 mil empregos formais em setembro, pior resultado para o mês desde 2020, com queda de 43,5% ante 2025.
O Brasil criou 121,3 mil empregos formais em setembro deste ano, informou nesta quarta-feira (4) o Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado representa queda de 43,5% em relação a setembro de 2025, quando foram abertas cerca de 214,6 mil vagas com carteira assinada.
Segundo o governo federal, esse é o pior resultado para meses de setembro desde o início da série histórica, em 2020. Analistas ponderam, porém, que a comparação com os anos anteriores a 2020 não é mais adequada, pois o governo mudou a metodologia do levantamento.
No acumulado de janeiro a setembro, foram criados 1,25 milhão de empregos formais no país. O número representa queda de 27,9% em relação aos nove primeiros meses de 2025, quando foram abertas 1,73 milhão de vagas. Também é o pior resultado para o período desde 2020, quando foram fechadas 775 mil vagas formais em meio à pandemia.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que houve geração de vagas em quatro dos cinco setores da economia. O setor de serviços foi o que mais criou empregos no mês. Também foram abertas vagas nas cinco regiões do país.
O salário médio real de admissão foi de R$ 2.429,41 em setembro, ante R$ 2.430,51 em agosto, o que indica leve queda descontada a inflação. Na comparação com setembro do ano passado, quando o valor foi de R$ 2.384,50, houve aumento.
Como o Caged considera apenas trabalhadores com carteira assinada, ele não inclui os informais. Por isso, seus resultados não são comparáveis aos indicadores de desemprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), obtidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).
Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no país ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor nível para o período desde 2012. Os dois levantamentos medem coisas diferentes, e a leitura conjunta ajuda a entender o cenário do mercado de trabalho, que combina avanço do emprego com carteira assinada e forte peso da informalidade.



