Vila Velha: hortas comunitárias começam a ser implantadas em residenciais de Jabaeté

Projeto aposta em alimentação saudável e geração de renda.

Moradores dos residenciais de Jabaeté, em Vila Velha, começaram a acompanhar a implantação de hortas comunitárias em áreas comuns dos conjuntos habitacionais. A iniciativa pretende transformar espaços ociosos em áreas de cultivo de hortaliças, legumes e ervas, reunindo moradores em torno da produção de alimentos e do fortalecimento da convivência comunitária. A proposta também busca ampliar o acesso a alimentos frescos em uma região marcada por desafios sociais e urbanos.

A criação das hortas segue uma tendência que tem avançado em diferentes municípios brasileiros como estratégia de segurança alimentar e desenvolvimento local. Além do cultivo para consumo próprio, projetos semelhantes costumam incentivar a troca de produtos entre famílias e até a comercialização do excedente, criando oportunidades complementares de renda para moradores envolvidos nas atividades.

Em Vila Velha, experiências anteriores já mostraram resultados parecidos. Em São Torquato, uma área que antes era usada como depósito irregular de lixo foi transformada em uma horta comunitária agroecológica, produzindo frutas, legumes e verduras para a população local. A iniciativa se tornou referência pela recuperação do espaço urbano e pelo envolvimento direto dos moradores na manutenção do projeto.

Especialistas apontam que hortas comunitárias ajudam a reduzir situações de insegurança alimentar e fortalecem os vínculos entre vizinhos. Projetos desenvolvidos em comunidades capixabas nos últimos anos também tiveram apoio técnico para capacitação dos participantes e distribuição de sementes, mudas e insumos, ampliando as chances de continuidade das atividades.

A expectativa é que as novas áreas de cultivo em Jabaeté se tornem espaços permanentes de produção e aprendizado coletivo. Além da colheita de alimentos, iniciativas desse tipo costumam estimular educação ambiental, ocupação positiva dos espaços públicos e participação comunitária, fatores considerados importantes para a melhoria da qualidade de vida nas regiões atendidas.