O Espírito Santo passou a integrar o projeto Defensoras Populares, iniciativa nacional voltada à formação de mulheres em direitos humanos, cidadania e acesso à Justiça. A ação selecionou 120 mulheres capixabas em situação de vulnerabilidade social para atuar como agentes de orientação e fortalecimento das redes de proteção em suas comunidades.
Desenvolvido pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o programa busca aproximar a população dos serviços públicos e ampliar o conhecimento sobre direitos, especialmente entre mulheres expostas a situações de violência e exclusão social.
A formação tem duração de nove meses e aborda temas como direitos das mulheres, enfrentamento à violência de gênero, acesso à rede de proteção, participação social e políticas públicas. Durante o período, as participantes recebem uma bolsa mensal de R$ 700 para apoiar sua permanência no curso e incentivar a atuação comunitária.
A iniciativa ganha relevância diante dos números da violência contra a mulher. Dados da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, indicam que quase um terço das mulheres capixabas afirma já ter sofrido violência doméstica, enquanto 23% relatam ter sido vítimas de agressões nos 12 meses anteriores ao levantamento.
Além do Espírito Santo, o projeto é desenvolvido em outros estados brasileiros e deverá formar uma rede nacional de 1.200 mulheres capacitadas para disseminar informações sobre direitos, identificar situações de vulnerabilidade e contribuir para o fortalecimento dos mecanismos locais de proteção às mulheres.
