Menos 40.864 vagas formais de trabalho em janeiro, aponta Caged

O Brasil registrou perda líquida de 40.864 vagas formais de emprego em janeiro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta sexta (03). Pelo 22º mês seguido, mais pessoas foram demitidas do que contratadas com carteira assinada. O número leva em conta a diferença entre admissões e demissões. Apesar de negativo, o resultado foi o melhor para o mês de janeiro desde 2014, quando foram criadas 29.595 vagas de trabalho.

Nos 12 meses encerrados em janeiro, o país acumula o fechamento de 1,28 milhão de postos formais de trabalho. Em 2016, o país extinguiu 1,32 milhão de vagas com carteira assinada, com pequena melhora em relação a 2015, quando 1,54 milhão de empregos haviam sido extintos.

Comércio lidera demissões

Na divisão por setores da economia, o comércio foi o que mais demitiu em janeiro, com 60.075 vagas encerradas. Na sequência, os setores de serviços, com 9.525 postos extintos, e a construção civil, com 775 empregos a menos. A indústria extrativa mineral fechou 59 vagas em janeiro.

Os números, no entanto, apontam sinais de recuperação do emprego em outros setores. A indústria de transformação, que vinha demitindo nos últimos anos, abriu 17.501 vagas em janeiro. A agricultura gerou 10.663 postos de trabalho. Na administração pública, as contratações superaram as demissões em 671 empregos.

Nordeste

Na comparação por regiões, o Nordeste liderou as demissões, com extinção de 40.803 postos de trabalho em janeiro. Em seguida, vêm as regiões Sudeste (-30.388 vagas) e Norte (-6.835). O Sul liderou a criação de empregos, com 24.391 vagas abertas, seguido pelo Centro-Oeste, com 12.771 novos postos formais.

De acordo com o Caged, nove estados fecharam janeiro com criação de empregos. O destaque foi Santa Catarina, com aumento de 11.284 vagas formais, principalmente nos setores de indústria da transformação, serviços e construção civil.

Em seguida, Mato Grosso, com acréscimo de 10.010 vagas, que se concentraram na agropecuária e nos serviços. Os estados que mais fecharam postos formais de trabalho foram o Rio de Janeiro (-26.472) e Pernambuco (-13.910).

No primeiro mês do ano, as demissões superaram a criação de vagas principalmente no comércio (-60.075 postos) e no setor de serviços (-9.525 postos). Em contrapartida, houve criação líquida de postos especialmente na indústria de transformação (+17.501 vagas) e na agropecuária (+10.663).

No ano passado, o Brasil fechou 1,32 milhão de postos de trabalho, sob os efeitos da forte recessão econômica, e registrou o segundo pior resultado da série histórica iniciada em 1992.

 

Com informações da Agência Brasil

 

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