O Espírito Santo ampliou as exportações de gengibre em 2025 e consolidou sua posição como principal fornecedor do produto no Brasil. Dados do setor mostram que o estado embarcou 28,6 mil toneladas, um crescimento de 8% em volume em relação ao ano anterior. O produto capixaba alcançou 50 países, reforçando a força do agronegócio local no comércio exterior.
O avanço ocorre em meio a um cenário internacional competitivo e confirma o gengibre como um dos principais itens da pauta agrícola do estado, ao lado do café, da pimenta-do-reino e da celulose.
A Europa e os Estados Unidos seguem como os principais destinos. Os Países Baixos lideram as compras, funcionando como porta de entrada para outros mercados europeus. Os Estados Unidos aparecem na sequência, mantendo demanda regular ao longo do ano. A Itália também figura entre os maiores importadores.
Apesar do aumento no volume exportado, a receita com o gengibre caiu em 2025. O faturamento ficou em US$ 40,4 milhões, redução de aproximadamente 10,8% em comparação com 2024. A queda está associada à desvalorização dos preços internacionais, pressionados por maior oferta global e ajustes na demanda externa.
O Espírito Santo responde por cerca de 75% da produção nacional de gengibre e por mais da metade das exportações brasileiras da raiz. A produção está concentrada principalmente na Região Serrana, com destaque para Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins, responsáveis pela maior parte da área cultivada.
A safra de 2025 manteve crescimento, impulsionada pela ampliação das lavouras e por ganhos de produtividade. O cultivo, iniciado no estado na década de 1970, passou por forte expansão nos últimos anos, acompanhando a abertura de novos mercados e a consolidação da qualidade do produto capixaba no exterior.
O desempenho do gengibre reforça o bom momento do agronegócio capixaba, que diversificou destinos e ampliou a presença internacional, mesmo diante de oscilações de preço e custos logísticos elevados. O desafio do setor agora é avançar em valor agregado, com processamento, certificações e acesso a mercados premium, para equilibrar volume e receita nos próximos ciclos.
