Institutos Federais devem chegar a mil unidades no país, diz ministro da Educação
Ministro da Educação, Leonardo Barchini, prevê mil Institutos Federais no país, com a unidade de número 800 entregue até o fim de 2026.
Os Institutos Federais devem chegar a mil unidades em todo o país, segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quarta-feira (4), ele afirmou que a rede deve ganhar mais 200 unidades e que o Instituto Federal de número 800 deve ser entregue até o fim de 2026.
De acordo com o ministro, o Ministério da Educação (MEC) já começou o planejamento da expansão. Cada localidade que puder receber uma nova unidade será avaliada conforme suas necessidades, e a escolha dos cursos considera as características econômicas e sociais da região, com participação da comunidade.
Barchini destacou que a oferta de cursos é definida com base em audiências públicas. “Uma coisa muito importante do Instituto Federal é que os cursos ofertados dialogam com a comunidade”, afirmou. Segundo ele, a mão de obra necessária em cada local é discutida antes do lançamento dos cursos voltados àquela região.
O ministro também disse que os Institutos Federais são prioridade do presidente Lula e citou o modelo de ensino verticalizado, que permite ao estudante cursar o ensino médio integrado à formação técnica e, depois, seguir para a graduação, o mestrado e o doutorado na mesma área.
Sobre investimentos, Barchini lembrou que, entre 2016 e 2022, o orçamento do MEC foi reduzido em mais de R$ 120 bilhões, período em que obras ficaram paralisadas e a expansão da rede federal foi interrompida. Desde 2023, segundo ele, o governo ampliou a rede em 100 unidades, destinou mais de R$ 4 bilhões à consolidação dos institutos e construiu mais de 270 restaurantes estudantis.
O MEC também liberou 15 mil vagas para técnicos na rede federal de ensino, que inclui institutos e universidades.
Na área das apostas on-line, o ministro afirmou que estudantes do ensino médio já corriam o risco de usar recursos do programa Pé-de-Meia em apostas, o que prejudicava a concentração e o rendimento escolar. Com base em pesquisas citadas por ele, quase 1 milhão de estudantes de faculdades particulares tiveram dificuldade para pagar as mensalidades por causa das apostas, e outro milhão enfrentou obstáculos para ingressar no ensino superior por já ter dívidas relacionadas às bets.
Barchini avaliou que o fim das apostas terá efeitos positivos para a educação e defendeu a manutenção da medida. Ele disse que o MEC acompanha esses casos em diálogo com instituições de ensino superior privadas e atua em conjunto com os ministérios da Saúde e da Fazenda para enfrentar o endividamento já existente.



