STF reforça memória democrática ao marcar três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro

Em Brasília, o Supremo Tribunal Federal se prepara para lembrar um dos episódios mais graves da história recente do país. Três anos após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, a Corte promove um evento institucional para preservar a memória democrática. A iniciativa reúne arte, reflexão e debate público sobre os ataques às sedes dos Três Poderes. Mais do que relembrar o passado, o STF propõe uma análise crítica do presente. O objetivo é claro: reforçar o compromisso com a Constituição e com o Estado Democrático de Direito.

O evento, intitulado “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, será realizado na própria sede do Supremo e marca a data simbólica em que grupos extremistas invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF, numa tentativa de ruptura institucional após o resultado das eleições presidenciais. A programação foi pensada para dialogar com a sociedade e evitar que o episódio seja tratado como um fato isolado ou esquecido com o tempo.

Entre as atividades previstas estão a abertura de uma exposição temática sobre a reconstrução dos prédios e das instituições atingidas, além da exibição de um documentário que resgata imagens, relatos e bastidores daquele dia. Também estão programadas rodas de conversa com jornalistas e debates com juristas, reforçando o papel da imprensa e do Judiciário na defesa da democracia e na preservação da memória histórica.

A lembrança dos atos de 8 de janeiro segue como um marco institucional. Desde então, o STF tem conduzido julgamentos que resultaram em condenações por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa. As decisões consolidaram o entendimento de que ataques à democracia não podem ser relativizados nem tolerados.

Ao promover o evento, o Supremo reafirma que recordar é também uma forma de proteger. Manter viva a memória dos ataques ajuda a fortalecer a vigilância democrática e a impedir que discursos autoritários encontrem espaço novamente. Para a Corte, democracia não é apenas um valor abstrato, mas uma construção diária que exige lembrança, responsabilidade e ação institucional contínua.