Aumento anual passa a valer a partir de 1º de abril; índice médio de 2,47% é o menor registrado em quase duas décadas.
A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) oficializou hoje o reajuste anual no preço dos remédios em todo o país. A partir desta terça-feira, as fabricantes estão autorizadas a aplicar aumentos que variam entre 1,13% e 3,81%, dependendo da categoria do produto. O índice médio permitido ficou em 2,47%, consolidando-se como a menor correção em quase 20 anos e situando-se abaixo da inflação oficial (IPCA), acumulada em 3,81% nos últimos 12 meses.
Dessa forma, o reajuste foi dividido em três níveis, baseados na concorrência do mercado. Medicamentos com maior participação de genéricos e alta competitividade (Nível 1) podem subir até 3,81%. Já os de concorrência intermediária (Nível 2) tiveram teto fixado em 2,47%, enquanto remédios com pouca concorrência (Nível 3) estão limitados a 1,13% de aumento. Segundo o governo, essa estratégia visa proteger o consumidor de preços abusivos em setores onde há poucas opções de compra.
É importante destacar que o aumento não é obrigatório nem automático para todas as farmácias. Como o índice define apenas o teto máximo permitido, muitos estabelecimentos podem manter preços antigos ou oferecer descontos para garantir a competitividade. Além disso, o reajuste médio menor do que em anos anteriores — quando chegou a ultrapassar 10% — reflete uma política de controle inflacionário e ganhos de produtividade repassados ao setor.
No entanto, especialistas recomendam que pacientes de uso contínuo verifiquem seus estoques. Antecipar a compra ou pesquisar em diferentes redes pode gerar economia, já que as etiquetas costumam ser atualizadas gradualmente conforme a reposição de estoque. Por outro lado, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) reforça que o setor absorve parte dos custos operacionais para evitar quedas bruscas no consumo.
Em resumo, o cenário para 2026 é de estabilidade relativa para o bolso dos brasileiros. Embora os preços subam, o reajuste abaixo da inflação garante que o impacto real seja menor do que o esperado. A lista completa com os preços máximos de cada substância pode ser consultada diretamente no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
