OAB-ES promove caminhada e ato público em Vitória no Dia Internacional da Mulher

Neste domingo, 8 de março, data em que o mundo marca o Dia Internacional da Mulher, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES) realiza, em Vitória, um ato público voltado à valorização das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero.

O evento, batizado de “Todos por Elas”, acontecerá na Orla de Camburi e reunirá instituições públicas, entidades da sociedade civil e representantes de diferentes esferas do poder público.

A programação começa às 8 horas com uma caminhada simbólica entre os quiosques K1 e K5. O percurso foi escolhido para marcar, de forma simples e direta, a união de esforços em torno da defesa dos direitos das mulheres.

Logo depois, as atividades seguem no bolsão 3, em frente ao antigo Hotel Aruan, onde será montada uma estrutura para serviços institucionais e ações de orientação ao público.

Mobilização reúne instituições e serviços

Ao longo da manhã, equipes da OAB-ES e de instituições parceiras vão oferecer atendimento, orientação jurídica e atividades de conscientização. A proposta é aproximar a população das iniciativas voltadas à proteção das mulheres e ampliar o debate público sobre o tema.

Entre os destaques da programação está a presença do Ônibus Rosa, projeto itinerante de atendimento às mulheres em situação de violência. A iniciativa é conduzida pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo em parceria com a Polícia Civil do Espírito Santo, e leva informações, encaminhamentos e apoio às vítimas.

Além das ações institucionais, o evento também terá um espaço voltado às famílias. No local haverá cadeiras de massagem e atividades para crianças, com pintura, personagens, brinquedos e distribuição de pipoca e picolé.

A ideia, segundo os organizadores, é transformar a mobilização em um encontro aberto à comunidade — um momento de informação, convivência e reflexão.

Compromisso coletivo

Para a presidente da OAB-ES, Erica Neves, a mobilização busca estimular a participação da sociedade no debate sobre violência e direitos das mulheres.

Segundo ela, a discussão precisa ser permanente e envolver diferentes setores. “A defesa das mulheres não é responsabilidade exclusiva delas. É um compromisso coletivo. Quando instituições se unem em torno dessa pauta, a conscientização pode se transformar em atitude concreta”, afirmou.

Ao reunir representantes do Executivo, do Judiciário, forças de segurança e entidades da sociedade civil, o movimento pretende ampliar a visibilidade do tema e reforçar a necessidade de ações contínuas de prevenção e proteção.