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Miguelzinho do Cavaco chega ao cinema com filme premiado no Festival do Rio

Por Repórter Capixaba ·
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Músico de Itaperuna está na trilha de “O Velho Fusca” e no filme “Vicentina Pede Desculpas”, premiado no Festival do Rio

Miguel Vicente tinha 3 anos quando pegou o primeiro cavaquinho. Era de brinquedo. Aprendeu sozinho, de ouvido, tirando os sambas que ouvia em Itaperuna, no Noroeste Fluminense.

Aos 11, postou um vídeo tocando e cantando “Gratidão”, gravada por Xande de Pilares. O sambista compartilhou. Depois chamou o menino para o palco num show na Barra da Tijuca. E deu a ele um cavaquinho profissional.

O nome correu. Neymar, Iza, Martinho da Vila, Teresa Cristina, Anderson Silva e o Sorriso Maroto repercutiram os vídeos. Vieram os convites. Miguelzinho do Cavaco tocou com Thiaguinho no Domingão com Huck, da TV Globo. No Navio da Xuxa, cantou “Não Deixe o Samba Morrer” com Daniela Mercury. No Teatro Casa Grande, tocou a “Ária da 4ª Corda”, de Bach, com o maestro João Carlos Martins e a Orquestra Bachiana.

Também grava. Lançou “Menor Abandonado” em 2024, “Nosso Primeiro Date” e “Moleque Guerreiro” em 2025 e “Dia Frio” este ano.

E passou para o outro lado do microfone. No Elo do Samba, programa do canal da Nova Brasil FM no YouTube, entrevista sambistas. Já conversou com Alcione, Leci Brandão, Seu Jorge, Luciana Mello e os Demônios da Garoa.

A TELA

Agora, o cinema. Por dois caminhos.

O primeiro é a música. Miguel está na trilha de “O Velho Fusca”, de Emiliano Ruschel. O filme conta a história de Junior, um rapaz que tenta se aproximar do avô. Na trilha, Miguel divide espaço com Jorge Aragão, Péricles, Teresa Cristina, Paula Lima, Xande de Pilares, Diogo Nogueira e Jorge Vercillo.

O segundo é o set. Miguel participa de “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins, diretor de “Marte Um”. Rejane Faria vive Vicentina, mãe de Wesley, motorista de ônibus em Belo Horizonte. O ônibus cai. Quase todos morrem. Surgem indícios de que a queda pode ter sido proposital. Vicentina sai à procura das famílias das vítimas. Para pedir desculpas.

O filme é da Filmes de Plástico com a Netflix. Teve première mundial em 12 de setembro, no Festival de Toronto, e concorreu à Concha de Ouro em San Sebastián. A estreia nacional foi no Festival do Rio, em 9 de outubro. No encerramento, no domingo (11), no Cine Odeon, levou três Troféus Redentor: direção de longa de ficção, roteiro e longa de ficção pelo voto popular. Miguel estava lá. dgabcomelete

Em setembro, a Academia Brasileira de Cinema escolheu o filme para representar o Brasil no Goya, o principal prêmio do cinema espanhol, na categoria de filme ibero-americano. rollingstone

“Estar em um filme é diferente de subir ao palco para tocar”, diz Miguel. “É um universo que estou começando a conhecer.”

O cavaquinho segue com ele. O mundo é que ficou maior.

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