Israel continua matando em um crime de guerra continuado enquanto o mundo assiste.
Pacientes com câncer na Faixa de Gaza seguem morrendo sem acesso a tratamento especializado. Hospitais operam sem medicamentos oncológicos, exames e capacidade cirúrgica. A evacuação médica para fora do território permanece limitada e insuficiente.
No Hospital Al-Shifa, o maior de Gaza, pacientes relatam mortes diárias em enfermarias de oncologia. Muitos estão acamados, com dores intensas, sem acesso a quimioterapia, radioterapia ou cirurgias. Documentos de encaminhamento para tratamento fora de Gaza foram emitidos há mais de dois anos e continuam sem efeito.
Autoridades de saúde locais estimam que cerca de 11 mil pacientes com câncer estejam sem diagnóstico ou tratamento adequado. Aproximadamente 4 mil aguardam autorização para deixar o território e receber atendimento em hospitais no exterior. Parte desses pacientes morreu enquanto esperava.
A passagem de Rafah, única rota que permite saída de Gaza sem controle direto de Israel, foi reaberta apenas de forma parcial. O número de pacientes autorizados a cruzar é limitado e irregular. Em vários períodos, a travessia foi suspensa, interrompendo evacuações já agendadas.
A Organização Mundial da Saúde apoia as evacuações, mas reconhece que a capacidade atual está muito abaixo da demanda. Mais de 18 mil pacientes, incluindo cerca de 4 mil crianças, aguardam transferência para tratamento fora de Gaza.
O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários informou que mais de 1.200 pacientes morreram enquanto aguardavam evacuação médica. Entre eles, há pacientes oncológicos em estado avançado.
Hospitais de Gaza enfrentam escassez crítica de medicamentos, inclusive analgésicos fortes, quimioterápicos e antibióticos. Equipamentos de diagnóstico, como tomografia e ressonância, estão inoperantes ou indisponíveis. A falta de combustível compromete o funcionamento de unidades de saúde.
Médicos relatam que doenças tratáveis em estágios iniciais evoluíram para quadros graves por atraso no atendimento. Casos benignos se transformaram em câncer avançado por falta de exames e acompanhamento.
Israel controla o fluxo de pessoas e mercadorias que entram e saem de Gaza. Autorizações para evacuação médica dependem desse controle. Organizações humanitárias afirmam que o bloqueio impede o acesso de civis a tratamento vital.
Pacientes e familiares seguem nos hospitais aguardando autorização para sair. Muitos não sobrevivem ao tempo de espera.
