O Fundo Baobá para Equidade Racial anunciou o lançamento de um novo programa de apoio a estudantes brasileiros negros que cursam graduação ou pós-graduação fora do país. A iniciativa, chamada Black STEM, prevê a concessão de três bolsas no valor de R$ 42 mil cada.
O foco está em alunos das áreas de STEM — sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. O recurso poderá ser utilizado para custear despesas ao longo de um ano, como moradia, alimentação, transporte e materiais acadêmicos.
Mas o apoio não para no dinheiro. O programa também inclui mentorias, workshops, acompanhamento psicológico e acesso a redes de lideranças negras. Na prática, tenta reduzir não só as barreiras financeiras, mas também o isolamento comum a quem estuda fora.
A bolsa terá duração inicial de 12 meses. Pode ser renovada até o fim do curso, desde que o estudante cumpra as metas previstas.
Segundo Taina Medeiros, gerente de programas da instituição, a proposta é fortalecer trajetórias acadêmicas e incentivar projetos profissionais com compromisso social.
Podem se candidatar brasileiros natos ou naturalizados, autodeclarados negros — pretos ou pardos — que tenham sido aceitos, a partir de 2024, em universidades estrangeiras. O programa inclui áreas como astronomia, biologia, engenharias, medicina e ciência da computação.
A seleção será totalmente virtual e dividida em três etapas: análise de pré-requisitos, avaliação da candidatura (com vídeo e cartas de recomendação) e entrevistas individuais.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio do site oficial do programa: https://baoba.org.br/blackstem/. O prazo vai até 7 de maio de 2026.
A iniciativa surge em um cenário ainda marcado pela baixa presença de estudantes negros brasileiros em universidades internacionais, especialmente nas áreas científicas. Programas como esse tentam mudar esse quadro — garantindo não só o acesso, mas a permanência.
