Vinte laboratórios de informática começaram a funcionar no Espírito Santo graças ao programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações. São 192 equipamentos que chegaram principalmente a escolas públicas do estado desde 2010, quando a iniciativa foi lançada.
O programa funciona assim: computadores antigos de órgãos públicos são recuperados em Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) espalhados pelo país. Depois, seguem para escolas, associações, centros socioeducativos, prisões, comunidades indígenas e quilombolas.
E tem um detalhe interessante — quem faz esse trabalho de recuperação são os próprios alunos dos cursos oferecidos pelos CRCs. Enquanto aprendem a consertar máquinas, essas pessoas ganham uma qualificação profissional que pode abrir portas no mercado.
No Brasil inteiro, já foram doados 70 mil computadores. Mais de 700 mil pessoas tiveram acesso a capacitação digital por causa do programa. Os equipamentos chegam onde muita gente nem sonhava em ter um computador por perto.
Além de democratizar o acesso à tecnologia, o projeto também cuida do meio ambiente. Os CRCs já descartaram de forma correta mais de 11 mil toneladas de lixo eletrônico — o equivalente a 1,2 milhão de equipamentos que não foram parar em aterros nem poluir rios e solos.
Cada laboratório montado representa uma chance real. Crianças aprendem informática básica. Jovens descobrem novas possibilidades de carreira. Adultos e idosos voltam a estudar. E tudo isso acontece porque alguém decidiu que máquina velha também pode ter futuro.
