Espírito Santo deve receber R$ 106 bilhões em investimentos até 2029; indústria e infraestrutura concentram os maiores aportes

O Espírito Santo tem previsão de receber cerca de R$ 106 bilhões em investimentos até 2029. O volume reúne projetos públicos e privados já anunciados e em fase de planejamento. A maior parte dos recursos está concentrada na indústria e na infraestrutura, com impacto direto na economia estadual e nos municípios.

Os dados indicam que mais de 60% do total será direcionado ao setor industrial. Petróleo e gás lideram os aportes, seguidos por metalurgia, mineração e indústria de transformação. Esses projetos envolvem expansão de unidades produtivas, modernização de plantas industriais e novos empreendimentos ligados à cadeia energética.

A infraestrutura aparece como o segundo maior eixo de investimentos. Estão previstos recursos para rodovias, saneamento básico, energia, gás, portos e aeroportos. As obras incluem duplicações, manutenção de estradas, ampliação de sistemas de água e esgoto e melhorias logísticas consideradas estratégicas para o escoamento da produção.

No setor rodoviário, os investimentos somam quase R$ 17 bilhões. O foco está na melhoria da mobilidade e na ligação entre polos industriais, portos e regiões produtoras. Já o saneamento básico concentra mais de R$ 8 bilhões, com projetos de ampliação da cobertura de água tratada e coleta de esgoto em diversas cidades.

A área de energia e gás reúne cerca de R$ 7 bilhões. Os projetos envolvem geração, distribuição e infraestrutura de apoio à atividade industrial. Os portos capixabas também aparecem no mapa de investimentos, com mais de R$ 6 bilhões voltados à modernização de terminais e ampliação da capacidade operacional.

A distribuição regional mostra concentração dos maiores volumes em poucos municípios. Serra lidera a lista, seguida por Presidente Kennedy, Anchieta, Aracruz e Vitória. Outras cidades como Vila Velha, Cariacica, Linhares, Itapemirim, Piúma e Marataízes também aparecem com investimentos bilionários previstos até o fim da década.

Boa parte dos aportes está ligada a grandes empresas dos setores de energia, siderurgia, logística e concessões rodoviárias. Os projetos têm prazos de execução distintos e dependem de licenciamento, cronogramas financeiros e condições de mercado.

O volume anunciado reforça o peso da indústria e da infraestrutura na economia capixaba. O impacto efetivo, no entanto, dependerá da execução das obras e da capacidade de transformar os anúncios em projetos concluídos, com reflexos em emprego, renda e arrecadação.