O mercado de trabalho começou 2026 com saldo positivo no Espírito Santo. Em janeiro, o estado gerou 2.434 empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado acompanha o movimento nacional. Em todo o país, 112.334 novos postos formais foram criados no primeiro mês do ano, fruto de 2,2 milhões de contratações e pouco mais de 2 milhões de desligamentos.
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho brasileiro segue em patamar historicamente baixo de desemprego. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, uma das menores já registradas para esse período.
Construção puxa geração de empregos no estado
No Espírito Santo, três dos cinco principais setores da economia terminaram janeiro com saldo positivo.
A Construção liderou a geração de vagas, com cerca de 1,5 mil novos empregos formais. O setor vem sendo impulsionado por obras privadas, empreendimentos imobiliários e projetos industriais em andamento no estado.
Logo depois aparecem:
- Indústria: aproximadamente 1 mil vagas
- Serviços: 726 empregos
Por outro lado, dois setores tiveram desempenho negativo no início do ano:
- Comércio: saldo de -765 vagas
- Agropecuária: -106 postos
A retração no comércio costuma ocorrer em janeiro. Após o aumento temporário de contratações no fim do ano, muitas empresas encerram contratos ligados às vendas de Natal e às festas de verão.
Aracruz lidera criação de vagas
Entre os municípios capixabas, Aracruz registrou o maior saldo de empregos formais em janeiro.
A cidade abriu 1,6 mil novas vagas, alcançando cerca de 35,9 mil vínculos de trabalho com carteira assinada.
Outros municípios que tiveram saldo positivo foram:
- Vitória: 442 vagas
- Vila Velha: 320 vagas
- Linhares: 203 vagas
- Ibiraçu: 138 vagas
A geração de empregos em Aracruz está ligada principalmente à atividade industrial e à cadeia de produção de celulose e logística instalada na região.
Jovens concentram novas contratações
O perfil das contratações no estado mostra forte presença de jovens.
A faixa etária entre 18 e 24 anos respondeu pelo maior saldo de vagas, com cerca de 1,6 mil empregos criados. Já os trabalhadores com ensino médio completo foram os mais contratados, ocupando aproximadamente 2,5 mil postos.
Também houve forte predominância masculina nas novas vagas: cerca de 2,3 mil empregos foram ocupados por homens, enquanto 87 ficaram com mulheres.
Brasil acumula mais de 1,2 milhão de empregos em 12 meses
No cenário nacional, os dados do Novo Caged mostram que o mercado de trabalho segue ampliando o número de vínculos formais.
Entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o país criou mais de 1,22 milhão de empregos com carteira assinada. Com isso, o estoque total chegou a 48,57 milhões de trabalhadores formais, alta de 2,6% em relação ao período anterior.
Quatro dos cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo em janeiro:
- Indústria: 54.991 vagas
- Construção: 50.545
- Serviços: 40.525
- Agropecuária: 23.073
O único resultado negativo veio do Comércio, com 56.800 vagas a menos, reflexo da sazonalidade após as festas de fim de ano.
Sul lidera geração de vagas
Todas as regiões do país terminaram janeiro com saldo positivo de empregos.
A Região Sul liderou, com 55,7 mil vagas, seguida por:
- Centro-Oeste: 35,4 mil
- Sudeste: 13,3 mil
- Nordeste: 6,1 mil
- Norte: 1,7 mil
Entre os estados, os maiores saldos foram registrados em Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná, todos com mais de 18 mil novas vagas.
Salário médio de admissão sobe
Outro dado divulgado pelo Ministério do Trabalho aponta aumento no salário de entrada.
O salário médio real de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78, valor 3,3% maior que o registrado em dezembro de 2025.
Na comparação com janeiro do ano passado, o ganho médio também avançou, ainda que de forma mais moderada.
