Economia dá sinal de reação no fim de 2025 e prévia do PIB surpreende

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A economia brasileira terminou 2025 dando um pequeno, mas significativo passo à frente. Em novembro, a atividade econômica cresceu e interrompeu uma sequência recente de resultados fracos. O dado veio do IBC-Br, indicador calculado pelo Banco Central e usado como uma espécie de termômetro antecipado do PIB. O número superou as expectativas do mercado e mudou o humor de analistas. Não é uma arrancada, mas é aquele sinal de que o motor não morreu — só estava engasgando.

O IBC-Br avançou cerca de 0,7% em novembro, já com ajuste sazonal, após dois meses de retração. Na prática, isso indica que a economia voltou a se mexer no penúltimo mês do ano, contrariando projeções mais cautelosas. Na comparação com novembro de 2024, o crescimento foi positivo, e no acumulado de 12 meses o índice mantém alta próxima de 2,4%, mostrando que 2025 não foi um ano de colapso, mas também passou longe de ser brilhante.

Quem puxou essa reação foram a indústria e o setor de serviços. A indústria voltou a produzir mais, enquanto os serviços — sempre sensíveis ao consumo e ao emprego — deram sinais de aquecimento. Já a agropecuária ficou para trás no mês, com leve recuo, algo que não chega a surpreender diante das oscilações típicas do setor. É como um carro subindo ladeira: alguns cilindros ajudam mais, outros falham, mas o veículo segue andando.

Esse resultado pesa, e muito, no debate sobre juros. Com a atividade mostrando fôlego maior que o esperado, o Banco Central ganha menos espaço para acelerar cortes na Selic. Para o mercado, o recado é claro: a economia não está exuberante, mas também não está à beira da estagnação. Isso afeta decisões de investimento, crédito e até o comportamento do dólar.

No fim das contas, o IBC-Br de novembro não muda tudo, mas muda o tom. Ele sugere que 2026 começa com uma economia mais resistente do que se imaginava semanas atrás. É cedo para falar em retomada firme, mas já dá para dizer que o Brasil encerrou o ano respirando melhor do que parecia. E, em economia, às vezes, respirar já é uma vitória.