Cesta básica fica mais barata em todas as capitais no segundo semestre de 2025

Você já percebeu a conta do mercado um pouco menos pesada? Os dados confirmam essa sensação. Um balanço divulgado nesta terça-feira, 20 de janeiro, mostra que o custo da cesta básica caiu nas 27 capitais brasileiras ao longo do segundo semestre de 2025. É o primeiro retrato completo desde o início da parceria entre a Conab e o Dieese, firmada em agosto, que ampliou a pesquisa de 17 para todas as capitais do país.

As reduções foram generalizadas, mas em ritmos diferentes. Boa Vista liderou a queda, com recuo de 9,08% no período, seguida por Florianópolis (-7,67%) e Brasília (-7,65%). No outro extremo, Belo Horizonte registrou a menor variação negativa, de 1,56%. Ainda assim, todas as capitais fecharam o semestre com preços mais baixos do que em julho. Um detalhe chama atenção: o tomate ficou mais barato em todas as cidades, ajudando a puxar o índice para baixo.

Segundo a Conab, o movimento reflete o aumento da oferta de alimentos no mercado interno. O presidente da estatal, Edegar Pretto, atribui o resultado à política agrícola dos últimos anos, com destaque para os Planos Safra empresarial e da agricultura familiar, que voltaram a operar com volumes recordes e crédito subsidiado. A lógica é simples, quase doméstica: mais produção no campo, mais comida circulando, preços sob menos pressão nas prateleiras.

No recorte regional, Boa Vista lidera no Norte e Fortaleza aparece à frente no Nordeste, com queda de 7,90%. No Centro-Oeste, Brasília teve o maior recuo. No Sul, Florianópolis se destacou. Já no Sudeste, Vitória registrou a maior redução do custo da cesta, com baixa acumulada de 7,05% no segundo semestre. É como um termômetro espalhado pelo país inteiro apontando a mesma direção, ainda que com intensidades distintas.

A ampliação da pesquisa, fruto da parceria entre Conab e Dieese, fortalece as políticas de segurança alimentar e abastecimento. Pela primeira vez, o Brasil passa a acompanhar mensalmente o custo da cesta básica em todas as capitais, com dados comparáveis e regulares. Para quem vive do salário ao fim do mês, isso não é só estatística. É sinal concreto de alívio, ainda que parcial, no bolso.