Câncer é “congelado” sem cortes em novo tratamento na Austrália

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Imagine tratar um tumor agressivo sem precisar de um único corte de bisturi. Parece coisa de filme, mas essa é a nova realidade no Hospital de Liverpool, em Sydney. Uma tecnologia que une frio extremo e imagens de alta precisão está mudando a vida de pacientes que antes não tinham esperança ou temiam cirurgias arriscadas.

O fim do bisturi?

O método utiliza uma máquina de ressonância magnética de última geração combinada com a crioablação. Na prática, os médicos inserem uma agulha fina, movida a gás, diretamente no alvo. O tumor vira, literalmente, uma “bola de gelo”.

O frio intenso mata as células cancerígenas de forma certeira. O Dr. Glenn Schlaphoff, chefe de radiologia intervencionista do hospital, explica que o processo é discreto e muito preciso. É como se os médicos “apagassem” a doença com um jato de gelo, protegendo tudo o que está em volta.

“Acordei sem dor”

A história de Josephine Cordina, de 64 anos, mostra o impacto humano dessa inovação. Ela sofria com dores terríveis na coluna. Para conseguir dormir, Josephine dependia de analgésicos fortes todos os dias.

A solução padrão seria uma cirurgia pesada, com cortes, parafusos e meses de recuperação na cama. Em vez disso, ela escolheu o congelamento. O resultado foi impressionante: Josephine entrou no hospital sentindo dor e recebeu alta no dia seguinte. Ela voltou para casa caminhando, sem as dores que a atormentavam há anos.

Um investimento bilionário

Essa máquina é a primeira desse tipo na Austrália. Além de problemas na coluna, ela trata tumores no fígado e nos rins com a mesma eficiência.

Mas essa tecnologia não surgiu do nada. Ela faz parte de um plano ambicioso de modernização. O Hospital de Liverpool está recebendo um investimento de quase 1 bilhão de dólares australianos. A meta é entregar um centro de oncologia ainda mais moderno até 2027.

Por que isso importa?

Você já percebeu como o tratamento do câncer sempre foi associado a processos invasivos e dolorosos? Essa tecnologia quebra esse paradigma. É a medicina agindo como um “fritador” invertido: em vez de queimar, ela congela o problema até que ele perca a força.

O paciente ganha tempo, evita cicatrizes e, principalmente, recupera a qualidade de vida em tempo recorde. É a prova de que o futuro da saúde está na precisão, e não necessariamente no tamanho do corte.