Brasil rompe barreira dos 5 milhões de novos empregos e atinge maior estoque formal da história

imagem: redes sociais

O mercado de trabalho brasileiro encerra 2025 com um vigor que desafia projeções conservadoras e consolida um ciclo de expansão iniciado há três anos. Segundo dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (30), o país ultrapassou a marca histórica de 5 milhões de novos empregos com carteira assinada gerados desde janeiro de 2023.

Esse desempenho não é apenas um número isolado; ele reflete a resiliência de um mercado que conseguiu manter o ritmo de contratações mesmo diante de flutuações econômicas globais. Com o saldo positivo de 85,8 mil vagas em novembro, o estoque total de trabalhadores formais no Brasil atingiu 49,09 milhões de vínculos ativos, o patamar mais elevado de toda a série histórica.

O motor da economia: Serviços e Comércio em destaque

O setor de Serviços continua sendo o principal motor da empregabilidade nacional. De janeiro a novembro deste ano, o segmento foi responsável pela criação de mais de 1 milhão de postos. A força veio especialmente das áreas de tecnologia, finanças e serviços administrativos, que sozinhas abriram 409 mil vagas.

Entretanto, novembro trouxe um protagonismo esperado para o Comércio. Com as festas de fim de ano e o aquecimento do varejo, o setor liderou o mês com 78,2 mil novos postos. Hipermercados e lojas de vestuário foram os grandes contratantes, suprindo a demanda sazonal que, neste ano, apresentou uma conversão mais robusta em vagas definitivas do que em anos anteriores.

Radiografia regional e salarial

No mapa do emprego, o Sudeste reafirmou sua posição como polo de oportunidades. São Paulo liderou as contratações em termos absolutos em novembro (+31 mil), seguido de perto pelo Rio de Janeiro (+19,9 mil). No Nordeste, o destaque ficou com Pernambuco, que registrou a terceira maior abertura de vagas no país.

Além da quantidade, a qualidade da remuneração também apresentou uma leve melhora estrutural. O salário médio de admissão fixou-se em R$ 2.310,78. Embora pareça estável em relação ao mês anterior, o valor representa um ganho real de 3,03% acima da inflação quando comparado ao mesmo período de 2024. Isso indica que, além de mais vagas, o mercado está absorvendo mão de obra com uma base salarial ligeiramente mais valorizada.

Desafios sazonais e o cenário para 2026

Apesar dos recordes, o relatório aponta recuos naturais em setores que dependem de ciclos climáticos ou de cronogramas específicos. A Agropecuária, a Indústria e a Construção Civil registraram saldos negativos em novembro. No caso da construção e do agro, o movimento é considerado sazonal, reflexo do término de colheitas e da desaceleração de obras com a chegada do período de chuvas e festas.

Em suma, o cenário que se desenha para a virada de ano é de otimismo cauteloso. Com a taxa de desemprego em sua mínima histórica de 5,2%, o desafio do Brasil para 2026 deixa de ser apenas a criação de vagas e passa a ser a qualificação profissional para preencher os