Brasil fecha 2025 com desemprego em 5,1%, menor da série histórica; Espírito Santo cria 13,8 mil vagas formais

O Brasil encerrou 2025 com taxa de desemprego de 5,1%, a menor desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. O dado, divulgado pelo IBGE, refere-se ao trimestre móvel encerrado em dezembro e confirma uma trajetória contínua de queda ao longo do ano passado. Em dezembro de 2024, a taxa era de 7,4%.

O contingente de desempregados caiu para cerca de 5,5 milhões de pessoas, enquanto a população ocupada atingiu aproximadamente 103 milhões, o maior número já registrado. A renda média real do trabalho chegou a R$ 3.560, com crescimento anual próximo de 6%, impulsionada principalmente pelo aumento da ocupação e pela formalização.

Os dados do Novo Caged reforçam esse movimento. Em 2025, o país gerou mais de 1,27 milhão de empregos com carteira assinada, elevando o estoque de vínculos formais para cerca de 48,4 milhões, alta de 2,7% em relação a 2024. O setor de serviços liderou a criação de vagas, seguido por comércio e indústria.

No Espírito Santo, o saldo também foi positivo. O estado criou 13.816 empregos formais em 2025, com geração líquida de vagas em quatro dos cinco grandes grupamentos econômicos. O setor de serviços concentrou a maior parte das contratações, com destaque para a participação de mulheres e jovens de 18 a 24 anos. Entre os municípios, Aracruz apresentou o maior saldo de empregos no ano.

Apesar do avanço, a informalidade segue elevada no país, ainda acima de 38% dos ocupados, indicando que a melhora do mercado de trabalho ocorreu de forma desigual entre regiões e setores.