Espírito Santo tem primeira cirurgia robótica de joelho em idosos acima de 80 anos
Dois pacientes de 83 e 85 anos foram os primeiros do Espírito Santo a fazer prótese de joelho com robô, no Hospital Vitória Apart Serra.
Dois homens, de 83 e 85 anos, tornaram-se os primeiros pacientes do Espírito Santo a passar por uma cirurgia robótica de joelho para colocação de prótese total. Os procedimentos foram realizados no sábado (17), no Hospital Vitória Apart Serra, na Serra, para tratar a artrose, doença que desgasta as articulações e provoca dor e dificuldade de movimentação.
As operações usaram o robô Cori, equipamento que auxilia no planejamento e na execução do procedimento. Segundo o hospital, o sistema permite ajustar a colocação da prótese à anatomia e às deformidades de cada paciente, levando em conta as particularidades da articulação.
De acordo com o ortopedista Cid Moura Jr., especialista em doenças do joelho e coordenador do Grupo de Estudos do Joelho do Espírito Santo, o aparelho utiliza câmeras e sensores para acompanhar a posição e os movimentos da articulação durante a cirurgia. Segundo o médico, duas câmeras do robô funcionam como um GPS, enquanto os sensores ficam posicionados no joelho do paciente.
Ainda de acordo com o especialista, a artrose pode causar desgastes e deformidades diferentes em cada pessoa. Por isso, a tecnologia possibilita planejar a cirurgia de forma individualizada, em vez de adotar a mesma abordagem para todos os pacientes.
Os dois procedimentos foram considerados bem-sucedidos, conforme informações divulgadas pelo hospital. A previsão inicial era que os pacientes recebessem alta na segunda-feira (19).
Antes das operações, o hospital realizou um treinamento na sexta-feira (16) para profissionais de enfermagem e outros integrantes das equipes envolvidas. A atividade abordou o funcionamento do equipamento, os processos de esterilização e a integração da tecnologia à rotina hospitalar.
Para o diretor médico do hospital, Rafael Brum, a chegada da cirurgia robótica de joelho ao Estado amplia as possibilidades de tratamentos especializados e representa um investimento em tecnologia e segurança do paciente.
Os casos mostram como a tecnologia pode ser aplicada em pacientes com mais de 80 anos que precisam de prótese para tratar a artrose, com planejamento voltado às condições de cada articulação.



