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Vacina da gripe: por que a dose precisa ser anual e o que ainda gera dúvidas

Infectologista explica no podcast Olhar da Saúde Cast por que a vacina da gripe deve ser tomada todo ano e rebate mitos sobre a imunização.

Por Roberto Andrade ·
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A vacina da gripe precisa ser tomada todos os anos, segundo a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emílio Ribas e coordenadora do comitê de imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia. A orientação foi tema de um novo episódio do podcast Olhar da Saúde Cast, divulgado nesta segunda-feira (19), que busca separar mitos e verdades sobre a imunização.

Segundo a especialista, o vírus influenza sofre mutações genéticas constantes, o que exige atualização frequente das doses. Por isso, a revacinação anual é necessária para manter a proteção contra as cepas que circulam a cada temporada.

Richtmann também explica a diferença clínica entre a gripe e os resfriados comuns. De acordo com ela, a influenza pode provocar complicações sistêmicas graves e aumenta o risco de eventos cardiovasculares, como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

O programa aborda ainda a hesitação vacinal, termo que descreve a demora ou a recusa em tomar vacinas, e critica o movimento antivacina. A discussão também passa pelo cenário da vacinação no Brasil.

Entre os esclarecimentos está a composição do imunizante. A médica afirma que a vacina utiliza fragmentos inativados do vírus, o que torna impossível a transmissão da doença pela própria dose. Ela também comenta a vacinação de grupos específicos, como gestantes e idosos.

Na avaliação da infectologista, cada pessoa tem papel social na proteção coletiva contra surtos e pandemias. Quem se vacina protege também quem, por algum motivo, não pode tomar o imunizante.

O episódio cita ainda as vacinas contra a covid-19, alvo de campanhas de desinformação, e o monitoramento de novas ameaças, como a gripe aviária. Para o leitor, a recomendação é procurar um profissional de saúde para orientações sobre a dose, sobretudo nos grupos citados.

Os apresentadores, o médico Carlos Eduardo Barra Couri e o jornalista Diogo Sponchiato, defendem que a informação correta ajuda a salvar vidas. A mensagem central do programa é que se proteger também significa proteger a comunidade.

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