O Espírito Santo manteve o ritmo de crescimento das exportações de café em 2026. Apenas em maio, o estado embarcou 549 mil sacas para o mercado internacional, volume 2% superior ao registrado em abril. O desempenho foi puxado principalmente pelo café arábica e pelo café solúvel, enquanto o conilon, apesar de uma leve retração mensal, continuou respondendo pela maior parte das vendas externas. A receita gerada no mês ultrapassou US$ 128 milhões.
Na comparação com maio de 2025, o avanço foi ainda mais expressivo. O volume exportado praticamente dobrou, com crescimento de 97%. O destaque ficou para o café conilon, cujos embarques aumentaram 122% no período, enquanto o arábica registrou alta de 91%. O faturamento também avançou, crescendo 37% em relação ao mesmo mês do ano anterior, impulsionado pela valorização das exportações das duas principais variedades produzidas no estado.
No acumulado entre janeiro e maio, o Espírito Santo já exportou mais de 2 milhões de sacas, resultado 78% superior ao observado no mesmo intervalo de 2025. O conilon respondeu por cerca de 1,5 milhão de sacas e apresentou o maior crescimento entre as categorias, com alta de 122%. O arábica somou 287 mil sacas, enquanto o café solúvel alcançou 166 mil. No mesmo período, as vendas externas renderam mais de US$ 509 milhões, avanço de 39% na comparação anual, sendo o conilon responsável por aproximadamente US$ 364 milhões desse total.
Os mercados internacionais continuam diversificados. Em maio, Espanha e Estados Unidos dividiram a liderança entre os principais compradores, cada um concentrando cerca de 13% das exportações capixabas, seguidos por México, Alemanha, Colômbia, Turquia, Itália, Bélgica, Argentina e Indonésia. Juntos, esses dez destinos absorveram mais de 80% de todo o café exportado pelo estado no mês. No acumulado do ano, a Colômbia passou a ocupar a primeira posição entre os importadores, à frente de México, Reino Unido, Espanha e Bélgica, consolidando a presença do café capixaba em mercados estratégicos da Europa, das Américas e da Ásia.
Os números reforçam o protagonismo do Espírito Santo no comércio internacional de café, especialmente no segmento de conilon, no qual o estado é referência nacional. O desempenho também reflete a forte demanda externa pela variedade, favorecida por sua competitividade no mercado global e pelo aumento das compras de países que vêm ampliando a participação desse tipo de grão em seus blends e na indústria de café solúvel.
