Empresas do Espírito Santo já podem submeter projetos ao programa Nova Economia Capixaba 2026. O edital, lançado pelo Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo, prevê investimento total de R$ 40 milhões em iniciativas voltadas à inovação e à competitividade econômica.
A chamada funciona em fluxo contínuo, sem data limite para inscrição. Podem participar empresas com projetos a partir do nível de maturidade tecnológica TRL 5, desde que estejam alinhados aos setores estratégicos definidos no plano ES 500 Anos e no Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação do Espírito Santo. A proposta deve, obrigatoriamente, ser desenvolvida em parceria com instituições científicas, tecnológicas ou de ensino superior sediadas no estado.
O apoio financeiro varia entre R$ 500 mil e R$ 3 milhões por projeto. O modelo adotado é de coinvestimento tripartite: recursos não reembolsáveis da Fapes, contrapartida financeira das empresas e contrapartida econômica das instituições parceiras. O dinheiro vem do Funcitec/Mobilização Capixaba pela Inovação.
Na prática, os projetos precisam se encaixar em duas frentes principais: transformação digital — com foco em indústria 4.0, inteligência artificial e automação — ou tecnologias sustentáveis, como energia limpa, descarbonização e economia circular. Além disso, só podem participar empresas com faturamento bruto anual acima de R$ 360 mil nos últimos dois anos.
A seleção será feita por faixas de receita das empresas, o que define o percentual de apoio e de contrapartida. As inscrições devem ser realizadas pelo sistema da Fapes, disponível online. A expectativa do governo é repetir a adesão registrada na edição anterior, quando mais de 75 propostas foram apresentadas em parceria com universidades e centros de pesquisa.
Como participar
Para participar do edital Nova Economia Capixaba 2026, o caminho é direto — mas exige atenção a alguns critérios.
Primeiro, a empresa precisa ter sede ou filial no Espírito Santo e faturamento bruto acima de R$ 360 mil nos dois últimos anos. Esse ponto é essencial, porque define até mesmo a faixa em que o projeto será enquadrado na seleção.
Depois, vem uma etapa que muita gente subestima: a parceria. O projeto só é aceito se for desenvolvido junto a uma instituição de ensino superior ou uma instituição científica e tecnológica do estado. Na prática, isso significa buscar universidades, institutos ou centros de pesquisa que possam colaborar tecnicamente.
Com a parceria definida, é hora de estruturar o projeto. Ele precisa estar em um nível mínimo de maturidade tecnológica (TRL 5) e, principalmente, alinhado às áreas prioritárias — transformação digital ou tecnologias sustentáveis. Aqui entra desde inteligência artificial e automação até energia limpa e descarbonização.
A inscrição é feita online, pelo sistema da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo, no endereço www.sigfapes.es.gov.br. Não há prazo final: o edital funciona em fluxo contínuo, então as propostas podem ser enviadas a qualquer momento.
Por fim, vale atenção ao modelo de financiamento. O recurso não vem sozinho — é um coinvestimento. A Fapes entra com verba não reembolsável, mas a empresa precisa aportar uma contrapartida financeira, enquanto a instituição parceira contribui com estrutura, equipe ou conhecimento técnico.
